
O governo de Lula encaminhou uma proposta ousada ao Congresso: o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026 prevê um salário mínimo de R$ 1.631. Se confirmado, isso representa um aumento significativo de 7,44% em relação ao piso atual de R$ 1.518.
Essa previsão foi influenciada por uma nova regra de correção salarial, que limita o aumento a 2,5% acima da inflação do ano anterior. Assim, o reajuste considerou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – que, para 2024, foi estimado em 3,4%. Embora a inflação acumulada em 12 meses até novembro de 2025 possa aumentar a projeção, o limite imposto pela regra garantirá um reajuste de 7,28%.
Caso a inflação supere as expectativas, o governo poderá atualizar o valor do salário mínimo ainda este ano, enviando uma mensagem modificativa ao Congresso. Isso demonstra um compromisso com a melhoria das condições de vida dos brasileiros, evidenciando a intenção do governo de acompanhar a realidade econômica do país.
Além do salário mínimo, o PLOA de 2026 estabelece um superávit primário de 0,25% do PIB para o governo central, totalizando cerca de R$ 34,5 bilhões. Essa meta, em linha com o novo arcabouço fiscal, reflete um esforço para garantir a sustentabilidade econômica, mesmo com a previsão de despesas que ultrapassam a meta em R$ 57,8 bilhões.
O arcabouço fiscal permite uma margem de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo, enquanto as estimativas dos economistas indicam um rombo primário mais elevado de 0,60% do PIB. Dessa forma, o PLOA prevê uma arrecadação total de R$ 3,186 trilhões e despesas na ordem de R$ 2,601 trilhões, com um foco significativo em gastos obrigatórios.
Com essas mudanças, o governo busca não apenas responder aos desafios econômicos, mas também assegurar um avanço nas condições de vida da população. O que você pensa sobre essas propostas? Comente abaixo sua opinião!