Governo Lula critica participação de Flávio em audiência nos EUA: ‘Traição à pátria’

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Em uma recente audiência nos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresentou para discutir as tarifas impostas pelo governo do presidente Donald Trump. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em resposta, emitiu uma nota contundente repudiando a participação de Flávio, alegando que sua atuação tem um forte viés eleitorais, visto que ele é um dos principais adversários do presidente nas próximas eleições.

A audiência foi organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), mas não foi transmitida ao público. Segundo o governo brasileiro, a presença de Flávio tinha um “claro objetivo eleitoreiro” e ele legitimou uma investigação que consideram injusta para com empresários e trabalhadores brasileiros. A nota enfatiza que, embora seja legítimo divergir de um governo, convocar uma potência estrangeira para pressionar o Brasil é uma traição à pátria.

Ainda na nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), ressalta-se que entre os 34 brasileiros presentes na audiência, apenas Flávio não se posicionou contra as tarifas. Ele teria sugerido apenas que essas medidas fossem adiadas. O governo também lembrou que Flávio não negou que sua família e aliados foram responsáveis pela criação do “tarifaço” contra o Brasil.

Além disso, o governo criticou Flávio por sua proposta de subordinar o sistema de pagamentos Pix aos interesses norte-americanos, contrastando suas ações com as de autoridades brasileiras que, desde julho de 2025, têm trabalhado para reverter as tarifas injustificadas. A nota também destacou a falta de esclarecimento sobre sua relação com o Banco Master, o maior esquema de corrupção do país, que teria ligações com o governo de Jair Bolsonaro.

A ação de Flávio junto a autoridades americanas se tornou um ponto focal de críticas por parte de aliados do governo Lula. Eles argumentam que suas ações estão prejudicando a soberania nacional e têm usado o termo “Tariflávio” para associá-lo à implementação das tarifas. Durante sua fala na audiência, Flávio mencionou que o momento eleitoral é inoportuno para a aplicação das taxas de 25% sobre produtos brasileiros, que segundo ele, têm sido exploradas politicamente pelo atual governo.

Diante desse cenário, a discussão em torno das tarifas e a presença do senador em uma audiência estrangeira evidenciam a polarização política no Brasil, especialmente com as eleições se aproximando. O elevado tom das declarações de ambas as partes reflete um clima tenso e divisivo que pode influenciar o cenário político nos próximos meses. O que você pensa sobre essa questão? Deixe seu comentário!

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