31 agosto, 2025
domingo, 31 agosto, 2025

Governo reage ao tarifaço de Trump com R$ 6 bilhões em alimentos; veja o que entra na lista

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Bandeira dos Estados Unidos

O governo brasileiro está agindo de forma estratégica para mitigar os impactos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, alocando mais de R$ 6 bilhões do orçamento de 2026 para programas de aquisição de alimentos. Esta decisão é parte crucial do Plano Brasil Soberano, que visa redirecionar alimentos perecíveis destinados à exportação para programas sociais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Esse investimento é uma resposta direta ao tarifaço, buscando compensar os prejuízos sofridos por empresas brasileiras. Com a verba destinada, mais de 39 milhões de estudantes da rede pública serão beneficiados pelo PNAE, que receberá R$ 5,46 bilhões para garantir refeições de qualidade em suas escolas. Alimentos como frutas, castanhas e pescados, que foram atingidos pela tarifa, serão adquiridos sem licitação e distribuídos em merendas escolares, hospitais e restaurantes populares.

Alunas comem merenda em escola da rede pública do Brasil
Alunas de uma escola pública em Euclides da Cunha, na Bahia. Imagem: Joa Souza / Shutterstock

De acordo com a CNN Brasil, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 foi enviado ao Congresso Nacional com o intuito de utilizar a estrutura já existente de programas sociais, minimizando assim os impactos financeiros sobre os produtores. O PAA, por exemplo, contará com R$ 778,1 milhões, beneficiando 117,6 mil famílias de agricultores em situação de insegurança alimentar.

O objetivo é claro: assegurar que os alimentos que não podem ser mais exportados sejam usados para ajudar aqueles que mais precisam, preservando tanto a produção quanto o emprego na agricultura. O governo poderá realizar compras de forma simplificada e transparente, garantindo que os produtores afetados pela tarifa dos EUA possam sustentar suas operações e evitar perdas financeiras significativas.

Tigela de açaí com banan, morango e granola
Entre os alimentos contemplados pelo governo, está o açaí, paixão nacional. Imagem: Juliana Verly / Shutterstock

Os alimentos a serem adquiridos incluem itens de grande valor cultural e econômico para o Brasil, como:

  • Açaí (purê, preparações alimentícias e frutas congeladas);
  • Água de coco (com valor Brix superior ou não superior a 7,4);
  • Castanha-de-caju (in natura sem casca, além de preparações, sucos e extratos);
  • Castanha-do-Pará (fresca ou seca, sem casca);
  • Manga (fresca ou seca);
  • Mel natural;
  • Uvas frescas;
  • Pescados, incluindo corvina e tilápia, em diversas apresentações.

Este plano é dinâmico e poderá ser ajustado conforme as necessidades do mercado e os impactos do cenário internacional, garantindo que a produção interna seja escoada e possíveis perdas sejam evitadas. O que você acha dessas medidas para proteger os produtores brasileiros? Deixe sua opinião nos comentários!

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