Governo tem pressa em terminar de reverter tarifaço, diz secretária de Comércio Exterior

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Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em um momento crítico para a economia brasileira, a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, destacou, em um encontro empresarial realizado pela Amcham em São Paulo, a urgência da eliminação das altas alíquotas cobradas pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros. Atualmente, mais de 20% das exportações do Brasil ainda enfrentam tarifas que podem chegar a 40%.

Tatiana enfatizou que o governo está comprometido em renegociar essas taxas, um reflexo das recentes eliminações das sobretaxas sobre uma série de produtos, como carnes e frutas. “Ainda 22% das exportações estão sujeitas ao tarifaço. Estamos focados em reverter essa situação o quanto antes”, declarou ao deixar o evento, ressaltando a necessidade de diálogo contínuo com as autoridades americanas.

O foco da negociação não se limita apenas aos produtos agrícolas; a secretária revelou que também inclui itens industriais, especialmente máquinas e equipamentos. “Já tivemos várias reuniões e estamos empenhados em alcançar um entendimento. O Brasil está pronto para discutir qualquer aspecto econômico, incluindo as questões relacionadas às big techs”, afirmou.

Além das negociações diretas com os Estados Unidos, Tatiana fez um apelo ao Congresso para que considerem a medida provisória do programa Brasil Soberano. Esse programa visa apoiar os exportadores afetados, prevendo, entre outras ações, a devolução de uma porcentagem de tributos. “Essas medidas são essenciais para mitigar os impactos do tarifaço”, destacou.

O vice-presidente Geraldo Alckmin também se pronunciou, sugerindo a possibilidade de uma nova medida provisória para garantir que os benefícios continuem mesmo após a atual perder a vigência em dezembro. A luta contra as barreiras comerciais se intensifica, refletindo o desejo do Brasil por um ambiente mais equitativo no comércio internacional.

Qual sua opinião sobre as atuais negociações comerciais do Brasil? Deixe seu comentário e compartilhe seus pensamentos sobre o futuro do comércio exterior brasileiro!

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