Ação do GPA (PCAR3) sofre queda acentuada após divulgação de plano de recuperação extrajudicial

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O Grupo Pão de Açúcar (GPA – PCAR3) deu um passo crucial ao protocolar um pedido de recuperação extrajudicial, visando renegociar R$ 4,5 bilhões em dívidas não operacionais. Essa notícia impactou imediatamente o mercado, com as ações da empresa caindo 6,96%, para R$ 2,54.

Reestruturação Financeira em Foco

Em entrevista ao Broadcast, o novo presidente da companhia, Alexandre Santoro, revelou que 46% dos credores já aderiram ao plano de reestruturação. Este plano visa reconfigurar as obrigações financeiras, excluindo pagamentos a fornecedores, aluguéis ou salários, permitindo que a operação diária da empresa continue sem interrupções.

Santoro, que ocupa o cargo há apenas dois meses, assegurou: “Essa é uma medida inicial para reestruturar nossas dívidas. O conselho de administração, que representa aproximadamente 70% dos acionistas, aprovou por unanimidade essa estratégia.” Essa decisão reflete seu compromisso em resolver problemas estruturais que afligem a empresa.

Desafios e Expectativas

O diretor financeiro recém-nomeado, Pedro Albuquerque, destacou que entre os R$ 4,5 bilhões, há vencimentos de curto prazo, incluindo R$ 500 milhões que devem ser pagos em maio. O processo não abrange dívidas trabalhistas ou tributárias, que serão tratadas separadamente.

A companhia contará com um prazo de 90 dias para negociar com os credores, suspendendo suas obrigações durante este período. Para a homologação do acordo, será necessário o respaldo de 50% mais um dos credores. O último balanço da empresa revelou uma dívida líquida de R$ 2 bilhões ao final de 2025, um aumento significativo em relação ao ano anterior.

A situação do GPA não é apenas uma luta interna, mas envolve o mercado financeiro, que observa atentamente. O JPMorgan destacou que, apesar dos desafios, vê com bons olhos os esforços de reestruturação, mantendo uma recomendação de “underweight” para as ações da empresa.

Neste cenário desafiador, a realização de uma assembleia de acionistas para discutir a possível retirada da cláusula de proteção pode ser um movimento estratégico para facilitar um aumento de capital e impulsionar as ações a longo prazo.

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