As tensões na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) explodiram nesta semana com alegações de assédio moral e espionagem. O escândalo se intensificou após a abertura de uma investigação para apurar a suspeita de grampeamento de computadores e irregularidades em processos licitatórios. As denúncias, que envolvem práticas de pressão e controle de comunicação, configuram uma clara falta de transparência e violação dos direitos dos servidores.
Acusações de Assédio Moral
Um dossiê entregue à presidência da CLDF relata uma série de acusações que vão de “pressão excessiva” à tentativa de silenciar servidores sobre irregularidades nas licitações da Diretoria de Modernização e Inovação Digital (DMI). Após a nomeação do novo diretor em março de 2025, o clima de trabalho tornou-se insuportável. Um memorando interno proibiu os servidores de se manifestarem, logo após identificarem falhas durante um processo de licitação.
A situação se agrava com o relato de que os servidores estavam submetidos a temperaturas insustentáveis – 16ºC, uma violação das normas estabelecidas. Nove profissionais já solicitaram transferência devido a esse ambiente hostil.
Espionagem e Falta de Transparência
Além do assédio, surgem alegações de espionagem dentro da própria CLDF. Servidores notaram um monitoramento incomum na rede, com a ativação de uma função chamada Deep Inspection, que permite inspecionar dados trafegados. Essa funcionalidade foi implementada sem comunicação prévia, levantando suspeitas de abusos de poder.
A desconfiança aumentou quando os funcionários se depararam com programas não autorizados em seus computadores. Em resposta, a direção tentou minimizar a situação, afirmando que a segurança era prioridade, mas a insegurança persiste.
O recente processo licitatório de R$ 4,4 milhões revela mais um desvio de conduta. A DMI ignorou avisos sobre os riscos de continuidade da proteção institucional, optando por um contrato desproporcionalmente caro, 1555,61% acima do anterior.
Após a revelação dessas irregularidades, o presidente da CLDF instaurou um processo administrativo disciplinar e afastou o diretor da DMI. O clima de instabilidade levou a inúmeras renúncias de cargos entre servidores, clamando por condições de trabalho dignas.
Ainda que a CLDF assegure a apuração rigorosa das denúncias, o futuro da instituição permanece em xeque. O momento exige vigilância e ação de todos os envolvidos, enquanto o clamor por justiça ecoa entre os trabalhadores da casa. Como você avalia essa situação? Compartilhe sua opinião nos comentários.