Grileiros tentam invadir área ao lado do antigo lixão da Estrutural (DF) após operações de fiscalização
A luta pela manutenção da Área de Proteção Ambiental (APA) próxima ao antigo lixão da Estrutural continua desafiadora. Mesmo após uma operação do DF Legal que removeu diversas construções irregulares, um homem identificado como Eliseu Martins Viana está convocando pessoas para ocupar o terreno embargado pelo ICMBio.
Em vídeos veiculados pelo Metrópoles, Viana aparece se referindo ao local como “segurado” por seu grupo há cerca de um mês. Ele destaca que pretende dividir o terreno em lotes, prometendo que os interessados receberão detalhes sobre a localização em breve. Em suas falas, ele apresenta o espaço como “muito bom” e acessível, mencionando a possibilidade de acessar a área até de bicicleta.
Ainda falando sobre a estratégia do grupo, Viana menciona planos de abrir caminhos na área, afirmando que estavam apenas esperando o momento certo para agir. Em outro vídeo, outro integrante explica como seriam distribuídos os lotes, gerando mais preocupações sobre novos parcelamentos irregulares na região, que se sobrepõe à APA do Planalto Central, adjacente ao Parque Nacional de Brasília.
Recentemente, o DF Legal realizou uma operação que resultou na remoção de 36 estruturas precárias e no desmonte de cerca de 10 quilômetros de cercas que delimitavam áreas irregulares. Porém, após a operação, surgiram relatos de que os invasores retornaram ao local, levando o órgão a intensificar o monitoramento da região.
Viana, em um áudio enigmático, sugere que o grupo conta com apoio de “delegados” e advogados para se proteger de futuras fiscalizações, o que levanta questões sobre a legalidade e a ética das ações planejadas.
As operações do DF Legal têm se mostrado necessárias, já que a área continua a ser alvo de grilagem mesmo após as intervenções. Imagens do local mostram tentativas de preparação do espaço, com intervenções na vegetação e construção de acessos improvisados.
O órgão permanece vigilante, afirmando que novas operações serão planejadas conforme a situação evoluir. A reportagem ainda tentou contatar Viana para obter comentários sobre os vídeos e áudios, mas não obteve sucesso. O espaço para resposta permanece em aberto.
O futuro da APA e das áreas adjacentes depende do constante trabalho de fiscalização e conscientização sobre a proteção ambiental. Como você vê essa situação? Compartilhe sua opinião nos comentários.
