Líder religioso e seu grupo são acusados de criar empresas para sonegação fiscal

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Um relatório recente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou que empresas ligadas a um diretor de uma igreja evangélica no Distrito Federal foram estabelecidas para manipular faturamento e movimentações financeiras, indicando possível evasão fiscal. As investigações apontam que essas práticas podem estar relacionadas a um esquema de sonegação de impostos.

Entre as empresas citadas, a Isabela V R O Ltda. se destaca. Com natureza de “outras atividades de ensino não especificadas”, surgiu em um coworking na Asa Sul e movimentou impressionantes R$ 18 milhões provenientes de uma holding chamada Arpar Administração, que está sob suspeita por envolvimento em uma vasta rede de lavagem de dinheiro, incluindo fraudes relacionadas ao INSS e tráfico de drogas.

Estranhamente, a empresa, registrada em nome de uma residente de Valparaíso de Goiás, transferiu um montante elevado sem que sua proprietária recebesse benefícios significativos. Apesar de movimentar milhões, a suposta dona do CNPJ, que também recebia auxílio do Bolsa Família, foi encontrada em situação de vulnerabilidade econômica, ganhando apenas um salário mínimo em outros empregos.

O relatório também destaca que a Isabela V R O Ltda. fez transações significativas com outras empresas investigadas, como a Dinar. Além disso, Paulo Henrique Venancio da Rocha, o diretor mencionado, transferiu valores substanciais para a empresa, enquanto recebia de forma semelhante de outras entidades fraudulentas.

As evidências agora fazem parte de um inquérito da Polícia Federal, que procura evidenciar o vínculo entre as irregularidades em contas do Banco de Brasília (BRB) e as fraudes no INSS. O Ministério Público do DF está processando entidades e administradores envolvidos, acusando-os de realizar descontos automáticos ilegais sem consentimento, afetando especialmente pessoas idosas e vulneráveis.

Os agentes de segurança do Distrito Federal conduziram a Operação Parasita, que resultou na prisão de vários suspeitos ligados ao esquema. As investigações revelaram que associações e empresas utilizavam práticas similares, criando uma aparência de legalidade para operações ilegais.

O Banco de Brasília, após identificar irregularidades, anunciou a suspensão temporária de três funcionários e a entrega de informações às autoridades competentes. A instituição reafirmou seu compromisso com práticas transparentes e o combate a ações criminosas que prejudicam grupos vulneráveis.

Essas revelações suscitam a necessidade de vigilância contínua sobre práticas empresariais dentro do setor religioso e governamental. O que você pensa sobre os desdobramentos dessa situação? Deixe seu comentário!

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