Inteligência artificial pode impulsionar a WEG na área de energia e transmissão; saiba mais sobre o impacto.

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Um relatório recente do JPMorgan destaca a crescente demanda por energia elétrica devido à aceleração da Inteligência Artificial (IA), apontando que essa situação exige transformações significativas nas redes de distribuição de energia. Esta modernização não só gera novos desafios, mas também oportunidades para empresas como a WEG, que atua fortemente no segmento de energia elétrica.

Os analistas do JPMorgan notaram que conversas entre investidores estão focadas em como a WEG (WEGE3) pode adaptar suas operações para atender essa demanda crescente. A empresa, que já é um dos principais fabricantes de equipamentos elétricos, tem um segmento de Geração, Transmissão e Distribuição que corresponde a cerca de 38% de sua receita no primeiro trimestre de 2026.

A WEG está atualmente negociada a um múltiplo de 20,6 vezes o EV/EBITDA para 2026, ligeiramente acima da média de 18,4 vezes de seus concorrentes. Apesar do cenário otimista, o JPMorgan mantém uma recomendação neutra, ressaltando que embora a companhia esteja em uma boa posição para aproveitar esse crescimento, suas ações já estão com múltiplos elevados.

De acordo com o relatório, os complexos tecnológicos necessários para suportar a IA terão uma demanda de energia que exigirá atualizações drásticas na infraestrutura urbana existente. Projeções indicam que a demanda global de energia para data centers deverá pular de 115 GW em 2025 para 240-280 GW até 2030, o que reforça a necessidade de melhorias em sistemas de transmissão e distribuição.

Gargalos da rede

Essa crescente necessidade por eletricidade abre uma ampla carteira de pedidos para a WEG, já que o mercado precisará construir novos projetos e substituir sistemas antiquados rapidamente. Atualmente, a falta de concorrência preparada para atender essa demanda é um gargalo, com prazos de conexão à rede nos EUA que variam de três a cinco anos e uma escassez preocupante de transformadores.

Com isso, a WEG se encontra numa posição vantajosa, já que pode aumentar seus preços e manter margens saudáveis frente à crescente demanda por fornecimento. Os analistas projetam que até 2028, novos data centers de IA adicionem até 80 GW de capacidade instalada.

Investimentos bilionários

Esse crescimento gera um fluxo financeiro significativo. A Bloomberg estima que o investimento global em redes elétricas superará US$ 470 bilhões até 2025, com os Estados Unidos respondendo por US$ 115 bilhões. Além disso, investimentos em energias limpas devem alcançar US$ 2,3 trilhões, realçando a necessidade de redes elétricas mais confiáveis.

O mercado está se voltando para tecnologias de Corrente Contínua em Alta Tensão (CCAT) para otimizar o transporte de energia a longas distâncias. Essa transformação inclui a utilização de semicondutores avançados, como os IGBT, que substituem sistemas mecânicos tradicionais.

No interior dos data centers, a engenharia também está mudando para operar em voltagens mais altas, com o intuito de reduzir perdas energéticas. Essa evolução abre espaço para novos equipamentos como os Transformadores de Estado Sólido, que usam tecnologia digital ao invés de componentes mecânicos.

Plano B

Os Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) estão ganhando importância, permitindo que a energia seja acumulada ou liberada conforme necessário. A previsão é que os data centers sejam responsáveis por 83% das instalações dessas baterias até 2030.

Quem paga a conta

Governos estão começando a formular políticas que vão definir quem arcará com os custos dessa reestruturação elétrica. Iniciativas como o programa SPARK do DOE, que já liberou US$ 1,9 bilhão para melhorias, são um exemplo de como a estrutura está sendo discutida. O relatório finaliza enfatizando que a fusão de engenharia tradicional com componentes eletrônicos abre perspectivas de um mercado robusto, estimando movimentações de US$ 16 bilhões em chips e semicondutores voltados para IA até 2028.

E você, o que pensa sobre essa transformação nas redes elétricas? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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