Ibovespa encerra em alta após divulgação do payroll, mas ainda distante das máximas diárias: entenda o que ocorreu.

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O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, embora longe do pico da sessão, que superou os 174 mil pontos. Os dados mais fracos sobre a criação de empregos nos EUA influenciaram esse resultado. O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,64%, fechando a 172.787,62 pontos, depois de atingir 174.425,69 pontos em seu melhor momento.

O Departamento do Trabalho dos EUA reportou a abertura de apenas 57.000 empregos fora do setor agrícola no último mês, bem abaixo da previsão de 110.000, mas a taxa de desemprego caiu para 4,2%. Esses números solidificaram a expectativa de que o Federal Reserve manterá a taxa de juros inalterada neste mês, reduzindo também as previsões de aumento em setembro.

No fim da tarde, a ferramenta FedWatch da CME indicava uma probabilidade de 82,4% de que a taxa permaneça entre 3,50% e 3,75%. A chance de elevação em setembro foi ajustada para 54%, uma queda em relação a 64,1% na véspera. Economistas do BTG Pactual afirmaram que, apesar da surpresa negativa nos números de emprego, o crescimento ainda é compatível com a expansão da força de trabalho.

O mercado, no entanto, reagiu cautelosamente. Com a divulgação dos dados, as taxas dos DIs subiram e o clima político no Brasil também pesou sobre os mercados. Informações sobre o fortalecimento de Lula na corrida presidencial e atritos envolvendo a família Bolsonaro impactaram negativamente a confiança dos investidores.

Notícias desfavoráveis à família Bolsonaro são vistas como negativas para as chances de reeleição de Lula, o que gera preocupação em setores do mercado. Além disso, novas reportagens sobre o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro também aumentaram a especulação e a incerteza política.

Segundo Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, o payroll indica que o mercado de trabalho americano está perdendo força, o que diminui a pressão por uma política monetária restritiva. No entanto, a queda na taxa de desemprego ainda sugere que a economia é resistente o suficiente para evitar mudanças imediatas do Federal Reserve.

A cautela se mantém, já que decisões futuras dependerão de indicadores de inflação e atividade econômica. Edgar Araujo, da Azumi Investimentos, avaliou que os dados não resolvem o dilema dos juros, ainda que aumentem a pressão por uma política mais suave do Fed.

Com a expectativa de juros mais estáveis, o dólar tende a enfraquecer globalmente, impactando o câmbio no Brasil. A volatilidade está alta, à medida que os investidores ajustam suas estratégias em resposta às incertezas do mercado.

Estamos vivendo um momento de cuidado e expectativa nas finanças, especialmente com as mudanças políticas e os dados econômicos influenciando o mercado. Quais são suas perspectivas para o cenário atual? Deixe sua opinião nos comentários!

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