Em uma jornada de volatilidade controlada, o Ibovespa finalizou seu dia com uma leve alta, apesar das oscilações que o levaram a um recorde de 154 mil pontos nesta manhã. Essa é a 12ª vez consecutiva que o índice encerra em alta, marcando sua sequência mais longa de vitórias desde 1997. O dia variou entre 153.234,96 e 154.352,25 pontos, com um volume de negócios que atingiu R$ 24,6 bilhões. Nessa trajetória, o acumulado do ano já chega a impressionantes 27,48%.
A moeda norte-americana, o dólar, também passou por suas flutuações. Encerrando a quinta-feira em leve baixa, cotado a R$ 5,34, o dólar segue a tendência de desvalorização observada no mercado internacional, após dados fracos do emprego nos Estados Unidos que jogaram luz sobre possíveis cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) ainda em dezembro.
Durante a manhã, a moeda chegou a tocar R$ 5,33, à medida que investidores reagiam ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que confirmou a taxa Selic em 15%. O Banco Central deixou claro que essa taxa deverá permanecer elevada “por um período bastante prolongado” para garantir que a inflação convirja para a meta estipulada.
No entanto, o deslizar da tarde trouxe um lento recuo na descida do dólar, que chegou a ultrapassar, momentaneamente, seu nível, atingindo R$ 5,3632. O fechamento ficou em R$ 5,3489, evidenciando um recuo de 0,23% e uma trajetória de perda de 0,58% nos primeiros quatro pregões de novembro. No ano, entretanto, o real continua se destacando positivamente, com perdas de 13,45%, sendo a melhor moeda da América Latina nesse período.
Enquanto isso, a Petrobras teve um dia de oscilação, começando forte, mas perdendo ânimo à tarde antes de se recuperar próximo ao fechamento, com suas ações ON e PN avançando 0,09% e 0,52%, respectivamente. No setor bancário, o desempenho foi misto, com o Santander Unit caindo 0,89%, enquanto as ações do Banco do Brasil subiram 1,11%. Vale, um dos protagonistas do Ibovespa, encerrou o dia com queda de 0,35%. Nas altas, Rede D’Or (+8,36%) e RD Saúde (+3,76%) se destacaram, enquanto Minerva (-13,48%) e Magazine Luiza (-8,58%) ficaram entre as perdas significativas.
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