Inflação oficial de outubro fica em 0,09%, menor para o mês desde 1998

Compartilhe

Inflação oficial recua 0,11% em agosto, menor resultado desde 2022Marcello Casal JrAgência Brasil

Em um marco importante para a economia, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma taxa de apenas 0,09% para o mês de outubro, representando o menor resultado para esse mês desde 1998. Este número surge como um alívio em comparação ao índice de setembro, que foi de 0,48%, e também em relação aos 0,56% observados em outubro de 2024. Agora, o acumulado em 12 meses está em 4,68%, uma queda considerável em relação aos 5,17% apurados anteriormente.

Esse resultado é o primeiro em oito meses a ficar abaixo da marca de 5%, embora ainda esteja acima da meta do governo, estabelecida em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trazendo uma nova esperança no cenário inflacionário.

A conta de luz foi um dos principais fatores para essa redução na inflação. A energia elétrica residencial teve uma queda de 2,39% em outubro, contribuindo com uma diminuição de -0,1 ponto percentual no IPCA. Essa mudança se deve à transição da bandeira tarifária vermelha, que afecta diretamente a fatura da luz. A migração do patamar 2 para o patamar 1 resultou em uma redução no custo adicional por quilowatt-hora consumido.

Desde há algum tempo, a cobrança extra é necessária para custear usinas termelétricas em períodos de baixa nos reservatórios das hidrelétricas, uma situação que encarece a geração de energia. Portanto, a diminuição nas contas de luz traz um alívio não apenas para os lares, mas também para o panorama econômico.

Além da energia, o grupo de alimentos e bebidas, que possui o maior peso nos gastos das famílias, apresentou uma variação de 0,01%, após quatro meses de queda consecutiva. Essa estabilidade num grupo essencial como a alimentação indica um momento crítico na vida das famílias brasileiras, que continuamente enfrentam desafios no orçamento diário.

No entanto, o acumulado de 12 meses do IPCA ainda está fora do limite de tolerância do governo, pelo 13º mês consecutivo. Essa situação está entre as principais razões que levaram o Banco Central a manter a taxa de juros básica, a Selic, em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006. Esse juro elevado serve como um inibidor para o consumo e o investimento, tentando esfriar a inflação que ainda persiste.

De acordo com o boletim Focus, sondagem realizada pelo Banco Central, a expectativa é de que a inflação oficial termine 2025 em 4,55%, enquanto a Selic deverá se manter em 15% ao final deste ano. O IPCA é responsável por aferir o custo de vida de famílias que têm rendimento entre um e 40 salários mínimos, coletando dados de 377 subitens em dez regiões metropolitanas, além de algumas capitais.

Esse panorama inflacionário traz à tona questões importantes sobre o planejamento financeiro das famílias e as futuras decisões do Banco Central. Você também está sentindo os reflexos dessa inflação em seu dia a dia? Compartilhe sua experiência nos comentários e vamos juntos discutir o futuro econômico do Brasil.

Você sabia que o Itamaraju Notícias está no Facebook, Instagram, Telegram, TikTok, Twitter e no Whatsapp? Siga-nos por lá.

Veja também

Mais para você