A Operação Indébito, que desvenda um ágil esquema de fraudes em aposentadorias e pensões do INSS, atinge diretamente a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE). Em resposta às acusações, ela se defende, afirmando que “não praticou qualquer ato ilícito” e que as alegações não refletem a verdade dos fatos. O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determinou que a parlamentar será monitorada por tornozeleira eletrônica, acirrando ainda mais o clima de tensão ao seu redor.
“Não cometi nenhuma irregularidade”, declarou Gorete em nota oficial.
A operação levou à prisão do empresário Natjo de Lima Pinheiro e da advogada Cecília Rodrigues Mota, indiciados como líderes da trama de desvios. A Polícia Federal revelou que Gorete teria recebido propinas na casa dos milhões para favorecer acordos fraudulentos com o INSS. Documentos apreendidos e mensagens interceptadas revelam que o empresário afirmava que a deputada ganhava cerca de R$ 1,5 milhão por suas “contribuições”.
Manipulação e Testas de Ferro
O inquérito avança, desvendando uma teia complexa de testas de ferro que movimentava sumas vultosas. As investigações apontam que a dupla de criminosos estava apoiada por terceiros para executar operações financeiras ardilosas. A ação, que já culminou em 19 mandados de busca e apreensão, foca em fraudes envolvendo inserção de dados falsos em sistemas do INSS, afetando beneficiários em todo o Brasil.
“Essas manobras podem ter causado enormes prejuízos a muitos cidadãos”, destaca um investigador.
Além de estelionato previdenciário, a organização criminosa é suspeita de ocultação e dilapidação de patrimônio, complicando ainda mais a defesa de Gorete e dos demais envolvidos. A expectativa agora recai sobre o andamento das investigações e as possíveis repercussões políticas da operação. É questão de tempo até que todos os envolvidos enfrentem a verdade e a justiça. O que você pensa sobre essa situação? Deixe seu comentário.