Câmara realiza investigação e verifica atividades de 89 servidores, incluindo assessores de Motta

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Uma investigação interna na Câmara dos Deputados está analisando as atividades de computadores de 89 servidores, com foco nos assessores do presidente Hugo Motta e no secretário-geral da Mesa, Lucas Ribeiro Almeida Júnior. A apuração visa descobrir possíveis vazamentos sobre diárias de uma viagem não realizada do diretor-geral, Guilherme Brandão, a Lisboa.

Os dados foram extraídos pela Diretoria de Tecnologia da Casa e envolvem um total de 814 páginas que documentam os acessos dos servidores, incluindo horários e ações dentro do sistema. A análise revelou que três servidores, além de Lucas Ribeiro, têm seus dados sendo investigados desde 1º de janeiro deste ano. Este processo, chamado Investigação Preliminar Sumária (IPS), foi solicitado pela Comissão Permanente de Disciplina (Copedi).

O inquérito começou no dia 21 de maio, quando se buscou identificar quem acessou informações sensíveis relacionadas à viagem de Brandão. Como parte da investigação, um computador do Cidadania foi levado por oito policiais legislativos, suspeitando-se de envolvimento no vazamento.

Durante a apuração, um processo administrativo disciplinar (PAD) foi aberto contra um servidor que acessou frequentemente informações sobre horas extras do diretor-geral, que recebeu R$ 22,9 mil em março. Em 2022, Brandão acumulou R$ 157,8 mil em horas extras, enquanto outros diretores também foram mencionados, com valores expressivos recebidos.

A Câmara dos Deputados reafirmou que investigações de irregularidades são parte de sua administração e não refletem necessariamente que os servidores são alvo de apuração. Em nota, a Casa explicou que a consulta de dados, além de sigilosa, é um procedimento padrão para auditoria e segurança.

A Câmara destacou ainda que não houve quebra de sigilo funcional dos servidores e enfatizou que as investigações são necessárias para garantir a transparência e a legalidade nas operações internas.

Esse caso traz à tona a necessidade de acompanhamento e monitoramento rigoroso sobre os dados dos servidores da Casa, gerando assim um debate sobre a ética e a legalidade no uso de recursos públicos. O que você pensa sobre essa investigação? Deixe seu comentário!

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