Irã contabiliza mais de 1.500 execuções em 2025, segundo relatório de ONG

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A ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, lançou um alerta sobre a impressionante e alarmante ascensão do uso da pena de morte no Irã. Em 2023, o número de execuções no país persa saltou para pelo menos 1.500 casos, um marco que, segundo o diretor da entidade, Mahmood Amiry-Moghaddam, não tem precedentes em 35 anos. A situação é de tal gravidade que mesmo a ONG Juntos contra a Pena de Morte confirma uma execução de pelo menos 975 pessoas até o momento.

Execuções em Alta e Onda de Protestos
Desde os protestos de setembro de 2022, desencadeados pela morte de Mahsa Amini, a repressão se intensificou. O descontentamento social, impulsionado pela estagnação econômica, levou a um aumento drástico no número de execuções, que têm sido efetivas em reprimir manifestações. A IHR observa que, enquanto o número de execuções crescia, a população continuava a protestar nas ruas, desafiando as autoridades.

No início de 2023, apenas 800 execuções foram registradas, com uma expectativa alarmante que poderia ultrapassar os mil casos em 2024. A estratégia do governo de usar a pena capital como um instrumento de controle social parece não estar logrando êxito. “O objetivo destas execuções foi evitar novos protestos. Mas, como se pode ver nestes dias, não conseguiram”, declarou Amiry-Moghaddam, acrescentando que a resistência da população persiste.

Conflitos e Repressão
Na última quinta-feira, confrontos no sudoeste do Irã resultaram em três mortes, incluindo um policial, evidenciando a tensão contínua entre manifestantes e forças de segurança. O clima de insatisfação é palpável e a continuidade dos protestos desafia a narrativa oficial, que tenta silenciar qualquer forma de dissenso através da violência.

A crescente onda de execuções e os protestos em curso levantam questões sobre a eficácia das políticas governamentais e a possibilidade de um futuro mais justo para os iranianos. A história recente do Irã está sendo reescrita no calor da luta pela liberdade e justiça. Qual será o próximo passo dessa luta? Vamos discutir nos comentários.

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