29 agosto, 2025
sexta-feira, 29 agosto, 2025

Irã suspende cooperação com AIEA e bloqueia inspeção após bombardeio em usinas nucleares

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O Irã, em um movimento drástico e decisivo, anunciou que suspenderá sua cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), proibindo inspeções em suas instalações nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan. Essa decisão ocorre após um recente bombardeio realizado pelos Estados Unidos, que intensificou as tensões na região. O embaixador iraniano no Brasil, Abdollah Nekounam, confirmou que a paralisação é temporária e respaldada por uma resolução aprovada pelo Conselho de Guardiões do Irã, um órgão de influência significativa nas decisões do país.

Embora o período exato da suspensão não tenha sido divulgado, fica claro que os legisladores iranianos se unem em um coro unânime: proteger a segurança de seus cientistas e instalações nucleares. Para o Irã, a cooperação com a AIEA dependerá da garantia de proteção contra ações externas, e a resposta à pressão da ONU por transparência agora se encontra ameaçada.

Após a ação militar dos EUA, que incluiu o uso de bombas “bunker-buster”, diversas narrativas começaram a emergir. Enquanto presidentes e generais americanos alegam que as instalações foram severamente danificadas, Teerã mantém sua posição de que os danos foram limitados e que o programa nuclear não será interrompido. A AIEA, por sua vez, luta para obter acesso às instalações e um relatório sobre os efeitos dos ataques, vital para entender o futuro das operações nucleares iranianas.

A tensão continua a escalar, com o presidente dos EUA, Donald Trump, e seus comandantes oferecendo relatos contraditórios sobre o impacto do bombardeio. Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou que as instalações nucleares sofreram danos, mas o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, minimiza essa avaliação para reafirmar a continuidade do programa nuclear. A narrativa fica ainda mais complexa com a recente declaração do diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, que apontou que as centrífugas em Fordow “não estão mais operacionais”, sugerindo danos físicos significativos.

O Irã, enquanto busca reafirmar sua soberania, vê na figura de Grossi um obstáculo, o acusando de facilitar uma resolução politicamente motivada que desencadeou ações militares contra suas instalações. A tensão entre o Irã e a AIEA atinge um novo patamar, com a promessa iraniana de resguardar seus direitos de enriquecimento de urânio para fins pacíficos ao mesmo tempo em que a comunidade internacional observa ansiosamente.

Este é um momento crítico, e as repercussões dessa decisão moldarão o futuro das relações internacionais no Oriente Médio. O que você acha que deve ser feito a seguir? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões sobre esse desdobramento crucial!

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