30 agosto, 2025
sábado, 30 agosto, 2025

Irmã de criança vítima de racismo em escola do DF: “Ataque de ódio”

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Irmã de criança vítima de racismo

Em uma dolorosa quarta-feira, no Riacho Fundo II, uma criança de apenas 11 anos sofreu um ataque de ódio nas mãos de seus colegas de escola. A irmã da menina descreve o episódio como um momento devastador, um ataque impiedoso que deixou a jovem em crise de ansiedade e pânico, necessitando até mesmo de socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O desespero foi capturado em vídeo, mostrando a menina chorando na maca do Samu, cercada pela preocupação da irmã. “Não havia motivo para as ofensas. Era pura maldade”, diz a irmã, cuja identidade será mantida em sigilo. Para ela, os ataques revelam um profundo desprezo e ódio que ferem a dignidade da irmã.

Investigando mais a fundo, a coluna Na Mira obteve informações de que três alunas, com idades entre 12 e 14 anos, foram responsáveis pelos xingamentos direcionados à criança, atacando sua aparência e, por tabela, sua autoestima. “Elas a chamavam de ‘cabelo de bucha’, ‘cabelo de pica’ e ‘negra nojenta’,” desabafa a irmã, com um pesar visível em suas palavras.

Enquanto a escola tentou tomar providências, a solução inicial de trocar as turmas das alunas envolvidas não impediu que os ataques continuassem durante os intervalos. A situação se agravou quando a vítima começou a receber ameaças de espancamento, intensificando o clima de medo e insegurança.

Diante da gravidade da situação, a Secretaria de Educação do DF interveniu, transferindo todas as alunas envolvidas para outras instituições e iniciando uma sindicância para investigar a conduta da escola. Além disso, a secretaria prestou apoio à família, acompanhando-a até a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) II, onde foi registrado um boletim de ocorrência por injúria racial e ameaça. A Polícia Civil do DF está em processo de apuração.

É essencial que episódios como esse sejam tratados com seriedade e que todos tenham voz no combate ao racismo e à violência escolar. O que você pensa sobre essa situação? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

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