Itamaraty se manifesta sobre inscrição de Flávio para evento nos EUA e menciona ‘traidores da pátria’

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O Itamaraty criticou, nesta quarta-feira, a inscrição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para discursar em uma audiência sobre a investigação 301 nos EUA. Ele se apresentou como opositor ao governo de Lula e foi chamado de “traidor da pátria” pela representação do Brasil. Essa audiência será realizada antes de os americanos decidirem sobre possíveis tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Na sua nota, o Itamaraty afirmou que o Brasil não irá enviar representantes para a audiência. “Os traidores da Pátria não conseguirão reescrever a história”, destacou o órgão, explicando que o tarifaço está ligado a tentativas de interferência na justiça brasileira.

Além disso, o Itamaraty esclareceu que o ambiente das audiências da Seção 301 é destinado ao setor privado e à sociedade civil, ressaltando que países como China e União Europeia também não enviam representantes para esses eventos.

O governo brasileiro, segundo a nota, já se movimentou ativamente desde o início da investigação, em julho de 2025. O Itamaraty apresentou duas defesas escritas, provando que as políticas brasileiras não afetam o comércio com os EUA, e ainda realizou reuniões de consulta com uma delegação de alta patente em Washington.

A nota do Itamaraty não só reafirma o comprometimento do governo brasileiro com a questão como também ressalta a necessidade de Flávio Bolsonaro se desculpar pelos efeitos das tarifas sobre a população brasileira. A disputa sobre essas tarifas se tornou uma arma política nas campanhas dos candidatos: de um lado, a equipe de Lula culpa a interferência da família Bolsonaro junto às autoridades americanas, criando o termo “Tariflávio”. Flávio, por sua vez, usa a situação para se mostrar influente internacionalmente e criticar a gestão do governo atual.

Essa troca de acusações revela a complexidade das relações políticas internas e externas do Brasil, especialmente em momentos críticos como a definição das tarifas pelo governo de Donald Trump. A disputa continua, e o impacto nos brasileiros é um assunto que suscita debates acalorados.

E você, o que acha dessa situação? Como isso pode afetar a economia brasileira? Deixe sua opinião nos comentários!

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