Na Copa do Mundo de 2026, a seleção de Cabo Verde surpreendeu ao empatar em 0 a 0 com a favorita Espanha, marcando um momento histórico para o futebol do país. Um dos protagonistas desse duelo foi o zagueiro Roberto “Pico” Lopes, que teve uma trajetória inusitada até chegar à equipe nacional.
Natural de Dublin, Irlanda, Lopes recebeu a primeira proposta para integrar a seleção cabo-verdiana em 2018, quando jogava no futebol irlandês. O então técnico Rui Águas, ao descobrir que o jogador tinha ascendência cabo-verdiana, fez o convite. Porém, a comunicação inicial não foi bem-sucedida.
A mensagem, escrita em português, não foi compreendida por Lopes, que não dominava o idioma. Acostumado a usar o LinkedIn somente para questões profissionais, ele suspeitou que o contato poderia ser uma tentativa de fraude e, por isso, ignorou a solicitação.
Meses depois, a Federação Cabo-Verdiana de Futebol insistiu e reenviou o convite em inglês. Desta forma, Lopes aceitou a proposta e começou a representar a seleção nacional, que tem crescido em relevância no cenário internacional.
“Achei que a mensagem era um spam. Eu deveria ter usado o Google Tradutor antes”, comentou Lopes em entrevista ao site da Fifa. Desde sua estreia em 2019, ele se tornou uma figura fundamental do time, agora competindo no mundial.
Cabo Verde, com cerca de 600 mil habitantes e uma independência recente de Portugal, em 1975, está vivendo sua primeira participação na Copa do Mundo. O arquipélago, que ocupa uma área equivalente a um quarto do estado de Sergipe, conta com muitos jogadores que, embora nascidos fora, mantém laços familiares com a nação.
A seleção aproveitou essa conexão com a diáspora para formar um elenco forte e conseguiu a classificação para esse importante torneio, criando uma nova era para o futebol cabo-verdiano.
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