Jovem que faleceu em rope jump deveria estar presa a duas cordas de segurança

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Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, uma jovem de apenas 14 anos, faleceu durante um salto de rope jump no último sábado, dia 13. O trágico incidente ocorreu devido à ausência das cordas de segurança, que deveriam estar conectadas ao equipamento. A delegada Andrea Levy, encarregada do caso, forneceu detalhes sobre as falhas de segurança que levaram ao acidente.

De acordo com a delegada, a equipe responsável pelo salto não utilizou as duas cordas de segurança exigidas pelo protocolo. “Os três operadores mencionaram que não lembram se as cordas foram instaladas e quem deveria ter fiscalizado isso”, explicou a delegada em uma entrevista à EPTV. Durante a investigação, verificou-se que a vítima estava apenas com uma cadeirinha de corpo, sem os dispositivos que garantiriam sua segurança.

Além disso, foram encontrados equipamentos inadequados no local, incluindo um gancho que deveria estar acoplado a duas cordas, mas que não estavam presentes. “A jovem estava equipada apenas com a cinta fixadora na região das coxas e do tórax, mas sem as cordas essenciais. O capacete também não foi localizado no local”, afirmou Levy.

Investigação em andamento

A Polícia Civil agora concentra seus esforços em ouvir novas testemunhas e concluir laudos técnicos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal. O laudo necroscópico vai determinar a causa exata da morte da jovem, enquanto o levantamento do local buscará informações sobre a altura da ponte, a dinâmica do acidente e as condições do terreno.

Na noite do dia 14, os três operadores do evento foram presos preventivamente: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra. A delegada comentou que outros três envolvidos estão sob investigação, mas permanecem em liberdade por enquanto. Segundo eles, não havia evidências suficientes para uma prisão imediata.

O socorro à vítima

Um testemunho marcante veio da enfermeira Rayza Gabrieli Dias Delfino, que estava na fila para saltar e tentou ajudar Maria Eduarda. Rayza desceu rapidamente e encontrou a jovem com sinais vitais, mas bem debilitada. “Ela tinha um pulso muito fraco. Iniciei as manobras de massagem cardíaca, mas, infelizmente, a pulsação cessou em seguida”, relatou.

O socorro foi mantido até a chegada da ambulância. Durante essa tentativa, a equipe médica precisou cortar as tiras da cadeirinha para utilizar o desfibrilador, mas, por toda a situação, as manobras não trouxeram sucesso.

Com essa tragédia, fica o alerta sobre a importância de seguir rigorosamente os protocolos de segurança em atividades de aventura. A comunidade aguarda as conclusões das investigações, reafirmando a necessidade de justiça para Maria Eduarda. O que você pensa sobre este caso? Deixe seu comentário.

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