Justiça retira crianças de casal que vivia na floresta: “Danos graves”

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O Tribunal de Justiça de L’Aquila, na Itália, tomou uma decisão polêmica: retirar a guarda de três crianças que foram criadas em uma floresta. A medida se justifica por “violações graves e prejudiciais” que estavam afetando o bem-estar dos menores, filhos de Nathan Trevallion, de 51 anos, e Catherine Birmingham, de 45 anos.

A família chamou a atenção da mídia em setembro de 2024, após todos os cinco integrantes serem hospitalizados por ingestão de cogumelos silvestres venenosos. Um episódio que levantou questionamentos sobre o estilo de vida adotado pelo casal e suas práticas com os filhos.

Catherine, que anteriormente trabalhava como instrutora de equitação na Austrália, decidiu mudar radicalmente seu rumo e se estabeleceu na Itália. Desde então, ela se dedica à “cura espiritual” e ao coaching de vida, buscando auxiliar outros a encontrarem seu propósito. Em seu canal no YouTube, ela se apresenta como uma amante de cavalos, motivada pela busca de verdade e luz intuitiva.

“Após dois grandes desafios que a mantiveram no caminho espiritual, Catherine agora trabalha com seus guias para ajudar outras pessoas a encontrarem clareza em seus planos de vida, crescimento e propósito”, relata a biografia dela nas redes sociais.

Recentemente, em 20 de novembro, a corte determinou que as crianças fossem afastadas do casal por estarem em situação de “danos graves”. O advogado da família está em negociações para permitir que Catherine possa acompanhar seus filhos em um abrigo, enquanto ela expressa sua indignação. “Não houve negligência, não houve abuso, as crianças não correm perigo de vida. Isso é uma loucura”, declarou ao The Telegraph.

Desde 2021, a família reside em uma casa de campo na região de Abruzzo, onde os filhos recebem educação domiciliar. Dados indicam que a casa funciona sem água, eletricidade ou gás, utilizando apenas energia solar, um estilo de vida que levanta ainda mais questões sobre as práticas adotadas.

Qual é a sua opinião sobre essa situação complexa? Você acredita que o afastamento das crianças é a solução, ou que a família merece uma segunda chance? Compartilhe seus pensamentos nos comentários.

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