29 agosto, 2025
sexta-feira, 29 agosto, 2025

Fiocruz produz remédio para atrofia muscular espinhal

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) uniu esforços com a Hypera Pharma e a Aurisco Pharmaceutical para desenvolver e produzir localmente o medicamento Nusinersena, indicado no combate à Atrofia Muscular Espinhal 5q (AME). Essa parceria foi formalizada durante o Agosto Roxo, um mês dedicado à conscientização sobre a doença.

Este projeto faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento da Saúde, promovido pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de fortalecer a produção de medicamentos nacionais, reduzir a dependência externa e garantir à população brasileira acesso a terapias complexas. “A Fiocruz é essencial nesse processo”, enfatiza a instituição.

Desde 2019, o Nusinersena está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), mas essa nova colaboração traz não apenas economia, mas também a introdução de uma plataforma tecnológica inovadora no Brasil. Essa iniciativa visa criar uma infraestrutura nacional capaz de desenvolver oligonucleotídeos, que podem ser usados no tratamento de diversas doenças.

“Esta proposta permite ao Brasil avançar na produção de medicamentos de forma autônoma e inovadora”, afirma a Fiocruz.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, destaca que, diante das mudanças demográficas, é imprescindível ampliar o portfólio de tratamentos, especialmente para a AME. “A chegada do Nusinersena é uma resposta a essa demanda”, sublinha.

“A implementação dessa plataforma, pioneira na América Latina, solidifica o papel da Fiocruz como referência em ciência e tecnologia no SUS, priorizando inovações que ampliam o acesso a tratamentos de qualidade”, afirma.

A diretora de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Rosane Cuber, reforça o compromisso da instituição com a inovação e a sustentabilidade. “Este é um passo histórico para assegurar um medicamento seguro e eficaz à população brasileira”, comenta Marco Oliveira, representante da Aurisco no Brasil.

Tecnologia inovadora

O Nusinersena é um oligonucleotídeo antisense (ASO) que promove a produção de uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores afetados pela AME. A produção do medicamento será totalmente nacional, com fases planejadas e monitoramento contínuo desde a iniciativa até a aplicação da tecnologia.

“Ao final desse processo, a Bio-Manguinhos/Fiocruz estará completamente equipada para produzir o medicamento internamente, garantindo domínio tecnológico”, assegura a instituição.

O projeto não só reflete um avanço significativo na saúde pública, mas também reafirma o compromisso da Fiocruz em inovar e melhorar o acesso a tratamentos de alta complexidade. Quais são suas expectativas sobre essa nova fase do tratamento da AME? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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