Nutrição feminina: quando iniciar a suplementação de vitaminas

As mudanças hormonais de fases da vida e os respectivos sinais do corpo ajudam a entender quando a reposição de nutrientes pode ser necessária

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Créditos: iStock-2270389096
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A nutrição feminina não é uma ciência exata para a maioria dos corpos. Aliás, é uma regra que as necessidades nutricionais variam para cada organismo, cada ciclo ou etapa da vida e até mesmo para cada momento emocional.

Sendo assim, o que funciona em determinada circunstância pode deixar de ser requerido em outra. Logo, uma nutrição deficiente no momento errado pode causar problemas, e é justamente quando as mulheres começam a sentir que algo não vai bem no organismo.

O estudo “Global estimation of dietary micronutrient inadequacies: a modelling analysis”, feito por pesquisadores da Harvard T.H. Escola Chan de Saúde Pública, estimou que mais da metade da população mundial consome níveis de micronutrientes essenciais à saúde
abaixo do recomendado.

A fim de garantir bem-estar e prevenção contra doenças que aparecem ao longo da vida da mulher, o ideal é que os protocolos de suplementação iniciem ainda na juventude. Entretanto, antes de começar a tomar suplementos, é indispensável entender quais são as principais demandas de vitamina em cada fase da vida.

Ciclos, fases e carências: como as mudanças impactam a nutrição

Para mulheres jovens, o protocolo de reposição tem como objetivo trazer energia para o dia a dia, ao mesmo tempo que previne contra problemas futuros. Assim, dos 20 aos 30 anos, os principais nutrientes a repor são o ferro, para compensar a perda na menstruação, o magnésio, para aliviar os sintomas da TPM, e o cálcio, para o fortalecimento dos ossos.

A partir dos 30, o organismo começa a passar por alterações que têm a ver com a fertilidade. Nesse ciclo, o cuidado deve ser voltado às vitaminas do complexo B e D. Segundo o National Institutes of Health, dos Estados Unidos, são estes os principais nutrientes dos quais mulheres em idade reprodutiva tendem a ter deficiência.

Já as gestantes precisam de ainda mais atenção. Até a amamentação, as exigências nutricionais aumentam, algo que deve ser acompanhado de perto pelos médicos. Folato, vitamina B12, ferro, ômega 3 e cálcio precisam estar dentro dos níveis recomendados, de forma a garantir uma gestação segura tanto para a mãe quanto para o bebê.

Aos 40, ocorre a aproximação da menopausa. As mudanças hormonais se intensificam, impactando o corpo especialmente no que diz respeito à saúde óssea. Nessa fase da vida, cálcio e vitamina D são ainda mais importantes.

E após os 50 anos, o acompanhamento nutricional continua sendo fundamental para garantir a longevidade e o bem-estar na terceira idade. Daí em diante, magnésio, ômega 3, cálcio e colágeno se tornam imprescindíveis.

Sinais do corpo que indicam deficiência nutricional

O corpo feminino passa por tantas variações hormonais que, às vezes, fica difícil perceber quando algo está fora de equilíbrio. Soma-se a isso a rotina acelerada e o estresse, que podem mascarar sinais importantes.

Entre os principais alertas, estão a fadiga persistente, mesmo após dormir bem, as dores musculares, a dificuldade de concentração, a falta de apetite e os formigamentos. Em muitos casos, esses sintomas estão relacionados aos níveis baixos de vitaminas D e B12.

Ressecamento de unhas e cabelo e aspecto quebradiço também costumam indicar carências nutricionais. Nesses casos, a biotina pode ser uma das recomendações, já que contribui para a saúde dessas estruturas e da pele.

Vale reforçar que, antes de iniciar qualquer suplementação, o ideal é buscar orientação médica e realizar exames. Só assim é possível definir um protocolo individualizado, evitando excessos e riscos desnecessários.

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