30 agosto, 2025
sábado, 30 agosto, 2025

Saúde quer padronizar abordagem para eliminação do tracoma no Brasil

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![Logo Agência Brasil](https://cdn.jsdelivr.net/gh/sergiosdlima/[email protected]/abr/assets/images/logo-agenciabrasil.svg) O Ministério da Saúde está em busca de uma aliança estratégica com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular para enfrentar o desafio do tracoma, uma doença inflamatória que afeta os olhos. A iniciativa visa normatizar procedimentos cirúrgicos, especialmente voltados para a triquíase tracomatosa, uma grave sequela da doença.

Maria de Fátima Costa Lopes, consultora técnica da Coordenação-Geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do ministério, destaca que a parceria proposta incluirá a capacitação de oftalmologistas e o desenvolvimento de técnicas cirúrgicas, tanto no pré quanto no pós-operatório. Essa abordagem será especialmente direcionada a áreas remotas, onde o acesso a tratamentos oftalmológicos é limitado.

Segundo Maria de Fátima, a identificação de casos de triquíase tracomatosa em populações indígenas ressalta a urgência da ação. O objetivo do governo federal é unir esforços para reduzir a incidência da doença e, futuramente, buscar a validação da eliminação do tracoma pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular, Filipe Pereira, expressa otimismo com esta iniciativa, enfatizando a necessidade de dados concretos sobre o tracoma no Brasil. “É somente por meio de um trabalho colaborativo que poderemos enfrentar essa questão”, afirma.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular planeja mapear a localização dos médicos, especialmente os que estão credenciados no Sistema Único de Saúde. Isso permitirá facilitar atendimentos e cirurgias corretivas para triquíase tracomatosa.

Filipe menciona que inicialmente havia a crença de que o tracoma estava erradicado, mas novas evidências mostram que a doença ainda está presente. “Precisamos refazer o mapeamento e a estruturação, para que possamos tratar e cuidar das sequelas”, complementou.

Em uma avaliação da proposta, a presidente do CBO, Vilma Lelis, ressalta a importância de criar uma rede de referência para oftalmologistas que ajudem a combater o tracoma, especialmente considerando que muitos pacientes estão em áreas indígenas. “O acesso a esses locais para diagnóstico e tratamento apresenta desafios únicos, mas estamos trabalhando em soluções eficazes”, afirmou.

“Sabemos que o tracoma existe no Brasil e que existem complicações associadas. À medida que coletarmos mais dados, teremos uma visão mais clara sobre a prevalência dessa doença em nosso país”, concluiu Vilma.

E você, o que pensa sobre essa iniciativa? Deixe seu comentário e compartilhe suas ideias sobre como podemos avançar na saúde ocular no Brasil!

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