A eliminação precoce do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 causou forte repercussão na mídia internacional. No cerne das críticas, está a atuação da equipe sob o comando do treinador Carlo Ancelotti, particularmente em sua partida contra a Noruega, onde os brasileiros trocaram 331 passes, comparados a 681 da seleção europeia, e tiveram apenas 34% de posse de bola. Para jornalistas da BBC, a seleção falhou em apresentar o jogo que a caracteriza.
“O Brasil foi lento, sem inspiração e longe de seu estilo habitual”, comentou Phil McNulty, da BBC, destacando que as fraquezas do time se tornaram evidentes ao serem eliminados de forma justa. A crítica também ressaltou que, mesmo com um desempenho irregular nas eliminatórias, a seleção é sempre vista como favorita ao título em Copas do Mundo.
Para John Murray, comentarista da BBC, era perfeitamente possível que o Brasil tivesse um desempenho melhor. “Eu realmente achei que eles iriam longe”, disse ele, evidenciando a crença em um desempenho superior daquela que foi apresentado. Por outro lado, os torcedores brasileiros ganharam elogios por seu entusiasmo e pela atmosfera vibrante que trouxeram às cidades-sede, especialmente na Filadélfia, onde se compararam a Rio de Janeiro ou São Paulo.
John Bennett, da BBC World Service, também elogiou os torcedores, que se destacaram não apenas nos estádios, mas em toda a cidade. “Durante as 48 horas em que estiveram na Filadélfia, parecia que a cidade tinha se transformado em uma extensão do Brasil”, observou.
DECEPÇÕES NO ELENCO BRASILEIRO
Não é a primeira vez que a seleção brasileira recebe críticas após uma Copa do Mundo. Antes da final entre Espanha e Argentina, o jornal português “A Bola” publicou uma lista de 23 jogadores que, segundo sua avaliação, decepcionaram durante a competição, incluindo três brasileiros: Gabriel Magalhães, Neymar e Raphinha. Estes atletas estavam cercados de grandes expectativas, mas não corresponderam em campo.
Neymar, por exemplo, fez sua despedida da seleção cercado por expectativas como o último Mundial. Contudo, problemas de saúde limitaram sua participação, fazendo com que ele atuasse em apenas duas partidas, marcando um gol de pênalti na eliminação por 2 a 1. A pressão e a expectativa podem ter refletido na performance, mas o fato é que os holofotes agora estão voltados não apenas para a equipe, mas também para a reavaliação do futuro do futebol brasileiro.
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