Na manhã de hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com ministros para discutir a gestão de minerais críticos no Brasil, em meio a negociações sobre tarifas com os Estados Unidos. A Casa Branca procura um acordo para explorar esses minerais em território brasileiro. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Brasil é detentor de aproximadamente 21 milhões de toneladas de reservas de elementos de terras-raras, a segunda maior do mundo.
Recentemente, o Ministério de Minas e Energia apresentou um plano ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que visa estabelecer políticas para o setor mineral até 2050. Um dos objetivos é aumentar a contribuição do Brasil na produção global de minerais críticos de 8,3% para 12,2%.
Esse cálculo baseou-se em estimativas da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre a demanda por minerais críticos e no potencial de produção do Brasil, calculado a partir das reservas conhecidas no país. O intuito é alinhar a capacidade produtiva do setor mineral com a dimensão dessas reservas.
O CNPE, liderado pelo ministro Alexandre Silveira, atua como um órgão consultivo à Presidência para formular políticas energéticas e é composto por diversos ministérios. O plano denominado Plano Nacional de Mineração (PNM) 2050 abrange orientações sobre investimentos, regulamentações, pesquisa mineral e sustentabilidade. Um novo documento será elaborado e apresentado em até 180 dias após a publicação do PNM, que deve ocorrer entre hoje e amanhã.
A exploração de minerais críticos já foi um tema discutido entre Lula e Donald Trump em uma reunião na Casa Branca, no início de maio. O presidente Lula tem evidenciado que busca negociar com os Estados Unidos sobre acordos de exploração, ao mesmo tempo em que se mostra aberto a investimentos de outras nações neste setor.
Num cenário de crescente demanda global por minerais, a mineradora Serra Verde, localizada em Goiás e a única fora da Ásia a produzir em grande escala os quatro elementos magnéticos essenciais de terras-raras, foi adquirida pela empresa americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões no último dia 20 de abril.
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