O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deu um passo significativo na defesa nacional ao sancionar uma nova Lei de Defesa Integral da Nação, no dia 11 de novembro. Com a criação dos “Comandos Integrados de Defesa”, que unificam militares, órgãos do governo e cidadãos em um sistema coordenado, o governo visa organizar o país em torno de sua segurança.
Essa nova estrutura não é apenas uma resposta às crescentes tensões geopolíticas, especialmente com a presença militar dos EUA no Caribe. Na cerimônia de assinatura, transmitida ao vivo, Maduro enfatizou a importância da mobilização de civis e militares em face de ameaças à soberania e à estabilidade interna, reforçando assim o controle estatal sobre diversos setores da sociedade.
“Com a assinatura, a ordem deve ser ativada para que os comandos integrados de defesa sejam estabelecidos e iniciem seus trabalhos de preparação”, afirmou Maduro, determinando a ativação imediata dos comandos no dia seguinte.
“A assinatura da Lei do Comando para a Defesa Integral da Venezuela é um ato que marca o desenvolvimento de nosso conceito de preservação da paz e da preparação nacional diante das ameaças”, declarou o presidente.
A nova legislação ocorre em um momento de crescente preocupação com uma “guerra psicológica permanente”, como descrito por Maduro. Ele acredita que a Venezuela deve estar constantemente preparada para se defender, não importa o tipo de ameaça. “Se precisássemos lutar armados pela defesa de nosso legado, estaríamos prontos para vencer”, disse ele, indicando uma postura proativa na defesa da nação.
Maduro também mencionou que a ativação dos Comandos Integrados faz parte de um amplo conjunto de estratégias para garantir a “paz nacional”, que inclui resistência popular, ações militares conjuntos, e o alistamento de milhões de venezuelanos em programas de defesa territorial.
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