Em Asti, na Itália, a história de Irene Roggero Ugues e sua filha Rossella, de apenas 12 anos, expõe os riscos das redes sociais após a morte trágica da menina. Após sua morte, os pais descobriram que Rossella tinha um perfil secreto no Instagram e consumia conteúdos relacionados à depressão, o que levanta questões alarmantes sobre a influência das plataformas digitais na saúde mental de jovens.
Irene percebeu, com tristeza, que o uso crescente das redes sociais estava transformando a personalidade de sua filha. Em um café de Asti, ela comentou sobre como o comportamento alegre de Rossella foi gradualmente suprimido. Apenas depois da morte da filha, Irene e seu esposo desbloquearam os dispositivos dela, revelando um mundo de angústia que desconheciam, inclusive um perfil nomeado “Just a dead pers0n”.
Neste contexto, Irene e outras famílias na Itália processaram a Meta, empresa que controla o Instagram e o Facebook, além do TikTok. Eles argumentam que as empresas devem ser responsabilizadas pelos riscos à saúde mental que seus algoritmos podem representar. Este é o primeiro caso no país que se volta contra esses gigantes da tecnologia, e as famílias pedem a implementação de regulamentos mais rigorosos para proteger menores online.
As plataformas negam que seus serviços causem mal efetivo aos jovens. Um porta-voz da Meta destacou que as medidas de segurança e os recursos da plataforma foram melhorados para proteger adolescentes. O TikTok, por sua vez, enfatizou seus esforços em moderar conteúdos prejudiciais e conectar usuários a serviços de apoio.
Irene, ao falar sobre a tragédia, a comparou a uma “doença” que devastou sua família. Ela questiona se o algoritmo das redes sociais acelerou o sofrimento da filha e se uma abordagem mais natural poderia ter evitado a situação. O cenário digital está sob crescente escrutínio na Europa, com iniciativas para limitar o uso de redes sociais entre menores de idade.
Os pais, como Valentina Muraglie, afirmam que as ferramentas de controle parental são insuficientes. Valentina comentou que monitorar o uso das redes sociais requer dedicação integral, algo impraticável para muitos. Ela mencionou que seu filho abandonou os livros em favor das redes sociais, uma mudança que ela atribui ao impacto do algoritmo.
A Organização Mundial da Saúde alerta sobre o aumento do uso problemático das redes sociais entre adolescentes, o que vem ligado a uma série de problemas de saúde e menor qualidade de vida. Pesquisas também mostram que a interação constante com essas plataformas pode mudar a estrutura cerebral em indivíduos em desenvolvimento.
Para os críticos, as táticas das redes sociais são comparadas a técnicas de vício, levando a um ciclo de dependência por meio de interações como “curtidas” que liberam dopamina no cérebro. Por outro lado, psicólogos aconselham que a abordagem mais eficaz é evitar uma visão simplista dos efeitos das redes sociais e priorizar uma relação de confiança entre pais e filhos.
Irene se uniu a esta ação judicial na esperança de informar outros pais sobre os perigos das redes sociais, algo que ela aprendeu tardiamente. Para ela, essa é uma forma de honrar a memória de Rossella e ajudar outras famílias a se protegerem.
E você, o que pensa sobre a influência das redes sociais na vida das crianças e adolescentes? Compartilhe suas opiniões conosco.