Cerca de 70% das mulheres revelam insatisfação com sua situação financeira atual

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No Brasil, a desigualdade de gênero ainda se reflete na confiança financeira. Pesquisa da Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), realizada pelo Datafolha, revela que as mulheres se sentem menos seguras em relação ao futuro financeiro que os homens. A pesquisa, de 2022, mostra que 51% das mulheres estão insatisfeitas com suas finanças, contra 40% dos homens.

Desconfiança Financeira: Um Desafio Feminino

A insegurança financeira das mulheres vai além da renda. Muitas carecem de acesso à informação e de confiança para decisões financeiras. Paula Bazzo, planejadora da Planejar, salienta que “educação financeira fortalece a autonomia das mulheres, impactando positivamente suas famílias e a economia”. Além disso, apenas 53% das mulheres adotam um planejamento financeiro comparado a 65% dos homens. Este cenário se agrava, pois, entre os que não têm reservas financeiras, 62% são mulheres.

O desejo de realizar sonhos, como viagens ou a compra de um carro, revela ainda mais a disparidade: 51% dos homens se sentem confiantes, diante de apenas 37% das mulheres. Ao pensar em empreender, 47% dos homens se dizem preparados, enquanto esse número despenca para 32% entre as mulheres.

Segurança e Empoderamento Financeiro

mesmo diante dos desafios, 89% dos brasileiros controlam seus gastos de alguma forma. As mulheres, embora cautelosas, estão ativamente buscando informações: 49% demonstram interesse em consultoria financeira. Ana Leoni, da Planejar, comenta que “melhorar a educação financeira das mulheres pode gerar um impacto direto nas famílias, uma vez que muitas delas são responsáveis pela administração financeira do lar”.

Esse desejo de segurança também se reflete no uso de planejadores financeiros, onde as mulheres frequentemente buscam garantir um futuro mais estável para si e suas famílias. Esta busca por apoio evidencia a disposição de quem quer mudar sua relação com o dinheiro.

Apetite e Risco: Evolução do Comportamento

Conforme avançam na educação financeira, mulheres tendem a se tornar tão ousadas quanto os homens em suas decisões. Karoline Roma Cinti, planejadora da Planejar, ressalta que inicialmente as mulheres são mais conservadoras, mas ao entenderem melhor suas finanças, se abrem para riscos proporcionais a cada situação.

Esse panorama evidencia a urgência de se promover um ambiente de educação financeira mais inclusivo e acessível, capaz de transformar a insegurança em confiança. O que você acha dos dados apresentados? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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