Menina autista terá novo lar após 1 ano morando em hospital no Entorno

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Entorno e Goiás

A jovem foi abandonada pela mãe e chegou ao hospital de Luziânia em julho de 2025 após o falecimento da avó

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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
A menina autista que mora em Hospital de Luziânia

Diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e esquizofrenia, a jovem Isabela*, de 16 anos, que mora há quase um ano no Hospital Municipal do Jardim Ingá, será transferida no começo do próximo mês para um abrigo em Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal.

Nos últimos meses, Isabela* passou a frequentar três vezes por semana uma unidade de acolhimento também em Luziânia. Agora, a menina vai receber alta do hospital e ganhar um novo lar, onde dará continuidade ao tratamento.

O Metrópoles mostrou em outubro de 2025 que a jovem seria reinserida em um meio de convívio social. O processo foi realizado de forma lenta e gradual, respeitando a evolução do quadro clínico que exige cuidados.

Isabela* foi abandonada pela mãe e chegou ao hospital de Luziânia em julho de 2025 após o falecimento da avó, que era responsável pelos cuidados da jovem.

A unidade foi escolhida pela Secretaria de Saúde do município para iniciar o tratamento da adolescente que apresentava comportamento agressivo.

Um leito de enfermaria adaptado e os funcionários do hospital viraram a casa e a família da jovem. Com carinho e cuidado de toda equipe médica, a adolescente teve um grande avanço no estado de saúde. Toda a situação foi acompanhada pela Vara da Infância e da Juventude e também pelo Conselho Tutelar.

Com cabelos castanhos escuros e aproximadamente 1,70m, Isabela* circula diariamente pelos corredores do hospital. Sempre com o cabelo amarrado no estilo “Maria Chiquinha”, a menina usa roupas destinadas a pacientes do hospital. Assim como toda adolescente, ela gosta de comer doces, tomar refrigerante e ver vídeos no Youtube.

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O diretor do hospital, Fernando Neves passeando com a jovem

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O diretor do hospital, Fernando Neves passeando com a jovem

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A menina passou a morar no hospital após o falecimento da avó, que era responsável pelos cuidados

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A menina passou a morar no hospital após o falecimento da avó, que era responsável pelos cuidados

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Durante o período, ela ficou internada em um leito e acompanhada pela Vara e pelo Conselho Tutelar

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Durante o período, ela ficou internada em um leito e acompanhada pela Vara e pelo Conselho Tutelar

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Nos últimos meses, a jovem passou a ser inserida em uma unidade de acolhimento

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Nos últimos meses, a jovem passou a ser inserida em uma unidade de acolhimento

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Após passar quase um ano no hospital, ela será encaminhada para um abrigo

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Após passar quase um ano no hospital, ela será encaminhada para um abrigo

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A expectativa é que no próximo mês ela já esteja no novo lar

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A expectativa é que no próximo mês ela já esteja no novo lar

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Os servidores do hospital que foram conquistados pela inocência e jeito de Isabela* já preparam uma festa de despedida para que a jovem dê os seus próximos passos.

Segundo apuração do Metrópoles, não há confirmação se a jovem será colocada para adoção. Até o momento, a tutela de Isabela* deve permanecer com o Estado de Goiás.


Entenda o caso

  • Isabela* morava com a avó, em São Paulo. A idosa é quem cuidava da garota, mas uma fatalidade virou a vida da adolescente de cabeça para baixo.
  • A familiar morreu e, desamparada, a menina foi levada de São Paulo para um abrigo em Luziânia. Depois acabou ficando um período em Goiânia e retornou a Luziânia, onde ficou um mês na unidade do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município.
  • Sem estrutura ideal para manter pacientes, o Caps transferiu a menina para o Hospital Municipal do Jardim Ingá.
  • A genitora de Isabela* entregou a guarda da menina ao Conselho Tutelar de Luziânia.
  • Um leito da enfermaria do Hospital do Jardim Ingá, que costuma receber quatro pacientes, precisou ser personalizado para receber somente Isabela* e se tornar a casa da jovem durante a internação psiquiátrica.

Evolução clínica

Por todas as mudanças que passou repentinamente, Isabela* chegou ao hospital precisando até ser amarrada e passar por uso de remédios fortes.

“Quando Isabela chegou ela cuspia e batia e tomava remédios muito fortes, mas hoje ela é outra pessoa. Ela abraça e passeia com a gente. A gente cuida dela com muito carinho”, explicou o gestor do Hospital do Jardim Ingá.

Por se tratar de um caso que envolve direitos da criança e do adolescente, nem a secretaria nem o MP deram detalhes sobre o quadro clínico da jovem.

Isabela* passa por exames semanalmente e apesar da condição de esquizofrenia, a jovem mostra estar com a saúde perfeita.

Após quase 10 meses de cuidados, o momento do adeus do hospital está cada vez mais próximo. Enquanto não se despede da equipe, a menina segue alegrando os corredores da unidade que a acolheu e aproveitando os últimos momentos com os funcionários que viraram família.

*Nome fictício para preservar a identidade da jovem e em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

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