29 agosto, 2025
sexta-feira, 29 agosto, 2025

Morre Clark Olofsson, criminoso ligado à origem do termo ‘síndrome de Estocolmo’

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Clark Olofsson, o infame criminoso que se tornou ícone por sua conexão com a “síndrome de Estocolmo”, faleceu aos 78 anos. Seus dias de notoriedade começaram em agosto de 1973, quando participou de um assalto à mão armada em um banco da capital sueca, uma trama que durou seis dias e que mudaria para sempre o entendimento sobre a relação entre sequestradores e reféns. Sua história foi recentemente recontada na série da Netflix, “Clark”.

Durante o assalto, Olofsson foi chamado para apaziguar a situação, após seu cúmplice, Janne Olsson, ter tomado quatro reféns. Sob a influência de drogas, Olsson exigiu que Olofsson fosse trazido até o banco. A chegada dele teve um efeito surpreendente; a jovem refém Kristin Enmark começou a vê-lo como um salvador, desenvolvendo um vínculo emocional que levantou questões intrigantes: até que ponto é possível confiar em um sequestrador?

“Ele me prometeu que nada aconteceria comigo e decidi acreditar nele”, recorda Kristin em seu livro. Em conversas com autoridades, ela afirmava estar mais preocupada com a polícia do que com seus captores. “Confio plenamente em Clark e no ladrão. Não me fazem mal, foram muito gentis”, revelou ao premiê sueco da época.

Depois de seis dias de tensão, a polícia decidiu intervir, utilizando gás lacrimogêneo para forçar a rendição de Olofsson e Olsson. Os reféns foram libertados, mas surpreendentemente, escolheram não testemunhar contra seus sequestradores. Este ato gerou um intenso debate entre especialistas: a “síndrome de Estocolmo” é um transtorno psicológico genuíno ou uma resposta de defesa em situações extremas?

A história de Olofsson não reflete apenas o drama de um assalto, mas nos convida a reavaliar a complexidade das relações humanas sob pressão. Que lições podemos aprender sobre empatia e lealdade em momentos de desespero? O que você pensa sobre a conexão entre sequestrador e refém? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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