O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Octavio Gallotti faleceu no último domingo, 26, aos 95 anos. Ele integrou a Corte de 1984 a 2000 e presidiu o STF entre 1993 e 1995. O velório ocorrerá no Salão Branco do STF nesta segunda-feira, 27, das 10h às 17h, com sepultamento marcado para o dia 28 no Rio de Janeiro.
O STF expressou seu pesar pela morte de Gallotti, elogiando seu rigor técnico e dedicação ao serviço público. O atual presidente da Corte, Edson Fachin, enfatizou sua importância na história do Brasil, ressaltando que sua carreira foi uma contribuição significativa para o fortalecimento das instituições democráticas e para a construção da jurisprudência no país.
Octavio Gallotti, casado desde 1962 com Iára Chateaubriand Pereira Diniz Gallotti, deixa dois filhos, Luiz Gallotti Neto e Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues, que é ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Indicado pelo presidente João Figueiredo, Gallotti foi o último ministro nomeado ao STF durante o período da ditadura militar. Natural do Rio de Janeiro, formou-se em Direito pela antiga Universidade do Brasil, hoje conhecida como Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele também foi ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Nascido numa família de juristas, seu pai, Luiz Gallotti, teve papel relevante na política, atuando como deputado estadual, Procurador-Geral da República e presidente do STF e do TSE. O avô materno, Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, também foi uma figura influente, com passagens como deputado da primeira constituinte na Bahia e ministro do STF.
A trajetória de Octavio Gallotti destaca não apenas sua contribuição à justiça brasileira, mas também a herança familiar de um compromisso com a lei e a ordem, formando uma linha do tempo rica e significativa no contexto jurídico do Brasil. Como a memória de Gallotti impactará as novas gerações de juristas e cidadãos? Compartilhe suas reflexões nos comentários.