MPF investiga atividade de montadora em região de restinga durante Mundial de surfe

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O Ministério Público Federal (MPF) está investigando uma ação publicitária da montadora de veículos GWM Brasil, ocorrida durante uma etapa da Liga Mundial de Surfe (WSL) em Saquarema, RJ. A preocupação surgiu após moradores denunciarem vídeos que mostravam veículos circulando pela Praia de Itaúna, incluindo áreas de vegetação de restinga, potencialmente afetando o Parque Estadual da Costa do Sol.

A investigação começou a partir de um post nas redes sociais que chamou a atenção do procurador da República, Leandro Mitidieri Figueiredo. Ele enfatizou que a atividade publicitária ocorreu em um local protegido, exigindo respostas da GWM e da WSL. A Procuradoria também solicitou informações à Prefeitura de Saquarema e ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) sobre as autorizações necessárias e as medidas planejadas para mitigar possíveis impactos ambientais.

Questões sobre estrutura metálica encontrada

Além disso, o MPF destaca um problema anterior envolvendo uma estrutura metálica enferrujada deixada na faixa de areia de Itaúna após um evento em 2025. A WSL agora deve informar se essa estrutura foi removida e quais ações estão sendo tomadas para evitar que novos equipamentos sejam abandonados na praia após as competições.

O despacho da Procuradoria, datado de 6 de julho, estabelece um prazo de 15 dias para que as empresas e órgãos respondam, contados a partir da notificação. A Prefeitura de Saquarema comunicou que ainda não recebeu aviso oficial, mas que está disposta a averiguar o ocorrido e tomar as medidas necessárias. A prefeitura também destacou seu trabalho conjunto com a WSL para proteger o meio ambiente, enfatizando o correto descarte de lixo durante os eventos.

O Inea, por sua vez, declarou que foi notificado, mas não forneceu detalhes sobre a situação, prometendo explicar ao Ministério Público. A GWM e a WSL foram contatadas para fornecer esclarecimentos e as respostas serão disponibilizadas, se recebidas.

Essa investigação ressalta a importância de respeitar áreas protegidas e garantir que ações publicitárias não causem danos ambientais. A interação da comunidade local e a responsabilidade das empresas são fundamentais para preservar as belezas naturais da região. O que você acha sobre a situação? Comente abaixo sua opinião.

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