A relação entre sustentabilidade e economia tem ganhado cada vez mais relevância no cenário global, especialmente diante da necessidade de uso responsável dos recursos naturais. Práticas sustentáveis, além de contribuírem para a preservação ambiental, também impactam diretamente setores produtivos.
Um levantamento baseado na análise de buscas no Google Brasil, entre março de 2025 a fevereiro de 2026, revelou que as mulheres são as que mais procuram por alternativas para minimizar os impactos ambientais.
Em termos estatísticos, a divergência entre os sexos varia de 4,8% no assunto compostagem a 19% em coleta seletiva. Esses dados ainda sugerem a reprodução de padrões da cultura social, uma vez que a compostagem facilmente se aproxima do trabalho agrícola, enquanto a seleção do lixo remete aos serviços domésticos cotidianos.
Participação feminina na preservação ambiental
A influência das mulheres na educação e conscientização sobre o esgotamento dos recursos naturais não é exclusiva do Brasil e remonta a séculos passados. A bióloga marinha Rachel Carson, por exemplo, foi fundamental na divulgação sobre os perigos do uso indiscriminado de pesticidas sintéticos em seu livro “Silent Spring”, lançado em 1962.
Na contemporaneidade, a ambientalista e educadora Isatou Ceesay fundou um grupo de reciclagem de plásticos na Gâmbia que, atualmente, é fonte de renda para uma centena de mulheres da sua comunidade. A iniciativa gera riqueza a partir do beneficiamento e da transformação de materiais recicláveis em tapetes, bolsas e demais acessórios.
As 5 ações sustentáveis mais buscadas pelas mulheres
O levantamento das métricas de buscas no Google mostrou que a reciclagem é a ação sustentável mais pesquisada pelos brasileiros, com volume médio de 81 mil. A segunda colocada, coleta seletiva, aparece com o índice de 33 mil. Ou seja, 48 mil a menos.
Em relação às taxas de interesse, as mulheres somaram maioria nas pesquisas sobre reciclagem, coleta seletiva, compostagem, economia circular e educação ambiental. A popularidade desses temas entre os homens só foi mais aproximada na compostagem, quando o público feminino marcou 52,4% de média, e o masculino, 47,6%.
- Reciclagem: a exemplo da Isatou Ceesay, a reciclagem de materiais poupa recursos naturais e beneficia a economia.
- Coleta seletiva: medida indispensável tanto para viabilizar o processo de reciclagem quanto para evitar a contaminação do solo com o descarte incorreto de metais pesados ou de risco químico e/ou biológico.
- Compostagem: resíduos orgânicos domésticos ou industriais podem ser reciclados em unidades de compostagem que geram fertilizantes para o solo e reduzem o descarte de resíduos em aterros sanitários.
- Economia circular: essa iniciativa estimula a reciclagem e a reutilização de recursos, o que reduz custos de produção e impactos na natureza.
- Educação ambiental: movimento contínuo de fomento a cidadania, preservação ambiental e sociocultural.
De modo geral, como se evidencia, os conceitos que atravessam as ações sustentáveis se ancoram nos pilares de âmbito social, econômico e ambiental. São práticas que influenciam desde os indivíduos até as empresas. No ambiente corporativo, esses mesmos princípios se aplicam aos negócios, por meio do conceito ESG (ambiente, social e governança).
Ações sustentáveis como estratégia de negócio
Mais que beneficiar a natureza, as ações de ESG favorecem o desenvolvimento econômico de empresas de diferentes segmentos. Diante da demanda, pressionada por agentes e políticas públicas, pela redução da pegada de carbono e práticas sustentáveis, as decisões corporativas se voltam para as alternativas práticas e rentáveis de adequação.
Entre elas, destaca-se a eficiência energética. Empresas de energia solar intermediam a transição para o uso de eletricidade vinda de uma fonte limpa e, consequentemente, auxiliam o ajuste do negócio no contexto socioambiental. Além disso, facilitam o acesso a certificações ambientais, que proporcionam diferencial competitivo e valorização da marca.