
Após a conturbada operação de repatriação, o navio de cruzeiro MV Hondius, que enfrentou um surto de hantavírus, deixou o porto de Granadilla, em Tenerife, Espanha, nesta segunda-feira (11/5). A embarcação, com um número expressivo de casos da doença, agora segue para Roterdã, Países Baixos, após desembarcar 122 passageiros de diferentes nacionalidades.
Enquanto 27 pessoas, incluindo 25 tripulantes e dois médicos, permanecem a bordo, a ministra da Saúde espanhola, Mónica García, confirmou que esses indivíduos contarão com o monitoramento constante de dois profissionais de saúde holandeses durante a viagem. O grupo é composto por cidadãos das Filipinas, dos Países Baixos, da Ucrânia, da Rússia e da Polônia.
Desembarcando em meio a polêmicas
O fim da viagem foi marcado por tensões, principalmente após o governo das Ilhas Canárias relutar em receber o navio. Um grupo de mais de 20 pessoas, vestindo trajes completos de proteção, desembarcou e foi levado em ônibus militares para o aeroporto Tenerife Sul. Os 22 passageiros restantes seguiram em um voo direto para a Holanda. O processo mobilizou mais de 20 países, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde e a União Europeia.
A operadora Oceanwide Expeditions prevê que a viagem dure cinco dias, durante os quais a embarcação receberá combustíveis e suprimentos necessários. A pressão é alta, pois três passageiros já perderam a vida durante o surto, incluindo um casal holandês e um cidadão alemão.
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Um registro impactante do surto mostrou a realidade enfrentada pelos passageiros, colocando em evidência o papel crucial das autoridades durante a crise. O governo espanhol tem sido elogiado pela “eficiência, transparência e humanidade” em sua ação.
Rumo à descontaminação
- O porto de Granadilla também passará por um processo de descontaminação rigoroso, conforme as diretrizes do Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente dos Países Baixos.
- Determinados os protocolos de limpeza, a tripulação restante passará por exames médicos e obedecerá às regras de quarentena determinadas pelas autoridades holandesas.
Com os desafios enfrentados, a saga do MV Hondius não apenas destaca a importância da saúde pública, mas também a resposta ágil diante de emergências globais. Que lições o mundo pode extrair dessa situação incrível? Deixe sua opinião nos comentários!