
A morte de um menino de 11 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), causou comoção e levantou questionamentos sobre segurança, cuidado e prevenção em espaços públicos de Eunápolis. A criança foi encontrada sem vida na tarde desta quinta-feira (25), na lagoa do Parque Gravatá, localizado no bairro Antares.
De acordo com a perícia preliminar, o afogamento é apontado como a causa provável do óbito. Até o momento, não foram identificados sinais aparentes de violência. A Polícia Civil mobilizou equipes e requisitou exames de necropsia e perícia no local, que devem esclarecer oficialmente as circunstâncias da morte.
A vítima possuía diagnóstico de TEA com necessidade de alto nível de suporte, além de ausência de comunicação verbal. A condição foi confirmada por meio de um cordão de identificação, encontrado junto ao corpo, recurso utilizado por familiares para facilitar a identificação e o atendimento em situações de risco.
Segundo relato da mãe, o menino apresentava episódios de agitação e, em algumas ocasiões, tentava sair de casa sem supervisão. Ainda conforme a família, ele conseguiu destrancar portas e deixar a residência sozinho no início da tarde, sem que ninguém percebesse.
Ao notar a ausência do filho, a mãe se dirigiu imediatamente ao Parque Gravatá, local que o garoto costumava frequentar. Nas proximidades da lagoa, uma pessoa que estava no parque auxiliou os familiares na retirada do corpo da água. A tia da criança acompanhou todo o procedimento, marcado por forte abalo emocional.
O caso expõe uma realidade dura e silenciosa: os desafios enfrentados por famílias de crianças com TEA, especialmente quando envolvem fuga involuntária, falta de percepção de perigo e ausência de barreiras de proteção em áreas públicas. A tragédia reacende o debate sobre políticas de inclusão, segurança urbana e apoio às famílias, para que episódios como este não se repitam.