
O centro de Teixeira de Freitas foi tomado por um clima de perplexidade e medo na tarde desta segunda-feira (1° de dezembro), após o assassinato de Emanuel Messias Soares de Carvalho (52 anos), dentro de um estabelecimento comercial na Rua Pedro Álvares Cabral. O crime, executado em plena luz do dia, escancara a ousadia dos criminosos e a crescente sensação de vulnerabilidade entre moradores e comerciantes.
Segundo relatos de testemunhas às autoridades, o autor do crime entrou no local com naturalidade inquietante, aproximou-se da vítima, segurou-a firmemente e, em seguida, sacou a arma, disparando diversas vezes. A frieza do agressor impressionou quem presenciou a cena: após efetuar os tiros, ele simplesmente saiu caminhando, como se tivesse total controle do ambiente, um gesto que reforça sua experiência e habilidade em execução.
A população, tomada pelo terror, mobilizou imediatamente o SAMU 192, que destinou equipes ao local. Apesar da rápida resposta, Emanuel já não apresentava sinais vitais.
Com a chegada das guarnições da Polícia Militar da Bahia (PMBA), o perímetro foi isolado, e a Polícia Civil foi informada para iniciar os trabalhos técnicos. O levantamento cadavérico foi acompanhado pelo delegado Gilmar Meireles Prates, enquanto os peritos Manoel Garrido e Margarete Lima recolheram evidências essenciais para a investigação.
A vítima foi atingida por disparos nas nádegas, pescoço, onde o projétil transfixou o crânio e tórax, ferimentos que resultaram em morte imediata. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Teixeira de Freitas, para exames e posterior liberação à família.
Emanuel, natural de Montes Claros (MG), havia exercido recentemente cargo de direção na Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas (PMTF), mas foi exonerado após acusações de assédio sexual feitas por duas servidoras da Secretaria de Saúde, um detalhe que amplia o leque de possíveis motivações e pressiona ainda mais as autoridades por respostas.
A Polícia Civil afirma que nenhuma linha de investigação está descartada. O caso, envolto em conflitos, antecedentes e execução calculada, promete gerar debates acalorados e elevar a cobrança por segurança em um município que volta a assistir, estarrecido, a mais um episódio de violência extrema.