Execução em Guarani expõe noite de terror e mobiliza forças policiais na região

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O distrito de Guarani, pertencente ao município de Prado, viveu uma noite marcada por medo, inquietação e revolta após o assassinato de Raizilon Dean Ressurreição de Souza (29 anos), conhecido carinhosamente como “Dendê”. O crime, registrado na noite de domingo (30), na Rua Pedro Moreau, deixou a comunidade abalada e reacendeu discussões sobre a crescente sensação de vulnerabilidade enfrentada pelos moradores da região.

Segundo relatos de testemunhas, dois indivíduos (um com capuz e outro usando capacete) se aproximaram de Dendê portando armas de fogo e dispararam uma sequência de tiros à queima-roupa. O jovem foi atingido seis vezes no rosto, além de dois disparos no tórax e um no abdômen, não resistindo aos ferimentos e morrendo ainda no local. A violência da ação não poupou quem estava por perto: duas outras pessoas foram baleadas durante o ataque.

Após a execução, os criminosos fugiram em uma motocicleta, tomando rumo desconhecido. A cena brutal levou moradores, em choque, a mobilizar as autoridades, que rapidamente enviaram guarnições da Polícia Militar para isolar a área e garantir que as primeiras evidências não fossem comprometidas. Em seguida, a Polícia Civil, por meio de uma equipe técnica de Teixeira de Freitas, foi notificada para assumir os levantamentos periciais.

No local, investigadores recolheram diversas cápsulas de pistola calibre 9mm, um indício claro do nível de planejamento e frieza empregado na ação. O corpo de Raizilon Dean, após os procedimentos de praxe, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Itamaraju, onde passaram por exames e, posteriormente, foi liberado aos familiares, que agora enfrentam a dor de uma perda abrupta e violenta.

Enquanto o distrito tenta retomar a rotina, uma investigação já busca identificar os autores e descobrir a motivação por trás do assassinato, que apresenta características de execução. A comunidade, porém, permanece inquieta, cobrando respostas e questionando até quando a realidade da violência armada continuará avançando sobre cidades pequenas e bairros antes considerados tranquilos.

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