Líder do MST morto com múltiplos tiros na zona rural de Prado

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A execução do militante e líder do Movimento dos Sem Terra (MST), Elias Severino da Silva, conhecido como “Piolho”, mobilizou forte comoção na comunidade rural do Quati, em Prado, na manhã desta sexta-feira (21 de novembro). Aos primeiros relatos, moradores descrevem um cenário de pânico e incredulidade diante da morte de uma das principais vozes do assentamento 40/45.

Elias foi surpreendido dentro de um imóvel na comunidade e atingido por múltiplos tiros de pistola 9mm, ao menos sete disparos, sendo um pelas costas e seis no tórax. Mesmo socorrido e levado para a UPA de Prado, o líder chegou à unidade sem sinais vitais, intensificando ainda mais o sentimento de perda para aqueles que conviviam com ele.

No local, equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) recolheram diversas cápsulas e projéteis que serão submetidos a exames periciais. A perícia foi concluída na área e o corpo encaminhado ao IML de Itamaraju para o exame necroscópico. As primeiras diligências foram conduzidas por equipes do GATTI/Extremo Sul, enquanto o caso, inicialmente registrado no Plantão Territorial de Teixeira de Freitas, será assumido pela Delegacia Territorial de Prado.

A motivação do crime ainda é desconhecida. Porém, a morte de uma liderança tão ativa amplia o clima de tensão e reforça o alerta sobre a crescente vulnerabilidade de trabalhadores rurais e assentados na região.

Reconhecido por sua atuação firme na BASEVI e por sua articulação comunitária, Elias “Piolho” deixa um vazio na militância local. O MST da Bahia divulgou nota lamentando profundamente a perda, destacando o impacto humano, político e social da morte de um dirigente que representava, para muitos, estabilidade e voz ativa na defesa dos direitos da comunidade.

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