
A deputada estadual Kátia Oliveira (União Brasil) alertou para os dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23), que apontam um cenário preocupante para a violência contra a mulher no Brasil e na Bahia. O levantamento mostra que o estado registrou o quarto maior número de feminicídios do país em 2025, mantendo a Bahia entre os estados com os maiores índices desse tipo de crime.
Para a parlamentar, os números reforçam a necessidade de ampliar e aperfeiçoar as políticas públicas de prevenção e proteção às mulheres, com ações integradas entre os poderes públicos e investimentos na rede de atendimento.
“É muito preocupante ver que, enquanto os homicídios reduziram, os feminicídios cresceram e bateram um recorde no país. E a Bahia entre os estados com maior número de feminicídios do Brasil. Por trás de cada estatística existe uma mulher que teve sua vida interrompida, uma família destruída e um Estado que precisa agir de forma cada vez mais firme para evitar que novas tragédias aconteçam. Não podemos aceitar que esses números sejam tratados com normalidade”, afirmou.
Vice-presidente da Comissão dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa da Bahia, Kátia Oliveira destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser uma pauta prioritária. Na ALBA, ela já apresentou diversas proposições para fortalecer a proteção e combate à violência.
Entre as iniciativas da deputada estão a defesa da ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), da Ronda Maria da Penha, da implantação de Casas Abrigo para mulheres vítimas de violência, da criação da Bolsa Social Maria da Penha, destinada a mulheres em situação de vulnerabilidade sob medida protetiva, além do fortalecimento das campanhas de prevenção e conscientização.
“Precisamos ampliar as DEAMs, fortalecer a Ronda Maria da Penha, garantir mais casas de acolhimento e criar mecanismos que permitam às vítimas romperem o ciclo da violência. Também é fundamental investir em educação e prevenção para mudar essa realidade de forma permanente. Defender a vida das mulheres é uma responsabilidade de toda a sociedade, mas principalmente do poder público”, declarou.