
Sustentabilidade, competitividade empresarial e desenvolvimento urbano dominaram os debates da 7ª Reunião da Diretoria Plenária da Associação Comercial da Bahia (ACB), realizada nesta quarta-feira (7), no auditório da JUCEB, em Salvador. O encontro reuniu empresários, lideranças políticas, gestores públicos e representantes da sociedade civil em uma agenda considerada decisiva para o futuro econômico e urbano do estado.
A plenária consolidou a ACB como um dos principais ambientes de articulação institucional da Bahia, promovendo discussões que ultrapassam o universo empresarial e impactam diretamente o cotidiano da população. Na abertura, a presidente da entidade, Isabela Suarez, destacou o papel estratégico do diálogo para construção de soluções sustentáveis e modernas. “São momentos para discutir pautas relevantes para a construção do nosso desenvolvimento”, afirmou.
Um dos pontos mais aguardados da noite foi o anúncio da parceria inédita entre a ACB e a ABNT para criação do selo ABNT/ACB ESG, direcionado especialmente às micro, pequenas e médias empresas. A proposta busca democratizar o acesso à certificação ambiental, social e de governança, considerada atualmente uma das principais portas de entrada para competitividade e acesso a mercados.
Durante a apresentação, o diretor de certificação da ABNT, Antônio Carlos Barros, ressaltou que a certificação deixou de ser apenas um diferencial e passou a representar uma verdadeira infraestrutura de negócios. O modelo apresentado contará com critérios simplificados e adaptados à realidade dos pequenos empreendedores, criando oportunidades de valorização e crescimento sustentável.
Outro tema que mobilizou atenção foi o projeto de concessão e revitalização da orla entre Boca do Rio e Pituaçu, conduzido pela Orla Brasil. O diretor Eduardo Sampaio detalhou ações de requalificação urbana, capacitação de trabalhadores e fortalecimento do turismo sustentável na capital baiana.
A iniciativa também trouxe à tona desafios sociais ligados à reorganização dos espaços públicos e ao diálogo com permissionários e comerciantes locais. Segundo Sampaio, o objetivo é transformar a orla em um ambiente mais moderno, acolhedor e economicamente ativo, sem perder a conexão com as pessoas e com o meio ambiente.
Ao defender a ampliação de concessões urbanas, Isabela Suarez classificou a orla como “o cartão de visita de Salvador” e reforçou que projetos de cooperação entre poder público e iniciativa privada podem impulsionar qualidade de vida, turismo e desenvolvimento econômico de forma sustentável.