Bahia debate futuro da água e expõe desafios críticos da segurança hídrica

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A segurança hídrica deixou de ser apenas uma pauta técnica e passou a ocupar o centro das decisões que impactam diretamente a vida da população. Em Salvador, a 30ª Reunião Plenária do Fórum Baiano de Comitês de Bacias Hidrográficas reuniu representantes de 14 colegiados, especialistas e gestores públicos em um debate que escancara os desafios da gestão da água diante de um cenário cada vez mais instável.

Entre secas prolongadas, chuvas intensas e pressão sobre mananciais, o encontro mobilizou autoridades e sociedade civil para discutir soluções urgentes. Os comitês de bacias, que integram poder público, usuários e comunidades, se consolidam como peças-chave na mediação de conflitos e na definição de prioridades no uso da água.

A discussão sobre o Projeto de Lei 4.546/2021 também ganhou força. A proposta, que altera a governança dos recursos hídricos, mobilizou atenção por seus possíveis impactos no modelo participativo já existente. Especialistas defendem que o diálogo seja ampliado para evitar retrocessos e garantir decisões mais equilibradas.

Outro ponto crítico foi a necessidade de adaptação frente às mudanças climáticas. A água, cada vez mais escassa ou excessiva, exige planejamento, estratégia e integração. A governança da água passa a ser vista como eixo estruturante do desenvolvimento, ultrapassando setores e exigindo ação coordenada.

No encerramento, decisões concretas reforçaram esse compromisso: revisão de regimentos para inclusão da equidade de gênero, criação de oficinas estratégicas e articulação com parlamentares para aprofundar o debate sobre a nova legislação.

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