No cenário político atual, as condições para que Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, considere se candidatar à presidência no próximo ano são muito específicas. Em primeiro lugar, ele precisa do apoio absoluto de Jair Bolsonaro, um respaldo que deve ser claro e sem qualquer ambiguidade. Além disso, a aliança com os filhos de Bolsonaro, incluindo Flávio, Carlos, Eduardo e Jair Renan, é igualmente fundamental, bem como a aprovação da ex-primeira-dama, Michelle.
Outro fator crucial é o apoio de outros líderes da direita, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Eduardo Leite, que poderiam agregar força à sua candidatura. Para complicar ainda mais, uma mudança negativa na economia ou um escândalo de corrupção que fragilize a reeleição de Lula pode abrir as portas para Tarcísio. Situações de crise, como uma rebelião com repercussões trágicas, poderiam ser a gota d’água.
O tempo é essencial. O respaldo de Bolsonaro e sua família precisaria ser anunciado rapidamente, até janeiro ou fevereiro, para que Tarcísio possa organizar sua própria sucessão. Ao se lançar como candidato, ele terá que abrir mão do cargo de governador antes de abril. Apesar de sua postura atual, que é de negação, é inegável que ele se anima quando ouve seu nome associado à candidatura.
O medo que Tarcísio carrega é o de que, no calor da campanha, uma declaração contraditória de Bolsonaro ou um de seus filhos possa minar seu apoio. A desconfiança de Eduardo e Carlos em relação a Tarcísio é palpável, pois eles acreditam que a verdadeira força nas urnas reside na família, não no governador. Como resultado, há quem considere que, mesmo que perdessem, seria preferível que um deles, como Flávio, se colocasse como candidato à presidência.