Oceanos atingem temperaturas recordes em junho

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Observatório europeu Copernicus registra recorde de temperatura dos oceanos devido ao El Niño e mudanças climáticas

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Thomas Barwick/Getty Images
Plano geral das grandes ondas quebrando no mar tempestuoso do Estreito de Drake ao pôr do sol. Oceano. Metrópoles

O observatório europeu Copernicus anunciou um novo recorde nas temperaturas dos oceanos, apontando fatores como o fenômeno natural El Niño e as mudanças climáticas. Os dados, publicados na quarta-feira (1° de julho), revelam que os oceanos atingiram uma temperatura média de 21°C em 21 de junho, superando marcas anteriores de 2023 e 2024 em 0,1 °C.

“As condições atuais podem indicar o início de uma nova fase, levando mais uma vez a um território desconhecido. Com as temperaturas oceânicas nesses níveis e o El Niño no horizonte, é provável que vejamos mais recordes de temperatura serem quebrados nos próximos meses”, afirmou Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas do Copernicus.

Os cientistas ainda não têm certeza se esses números representam uma tendência a longo prazo. No entanto, o observatório aponta que, nos últimos três anos, o oceano global fora das regiões polares tem estado entre 0,35°C e 0,73°C mais quente que a média histórica. Esse aquecimento traz consequências significativas.

Temperaturas mais elevadas nos oceanos prolongam o aquecimento da atmosfera e fornecem energia adicional para tempestades. Também aumentam a evaporação, o que potencializa precipitações extremas e inundações. Além disso, o aquecimento marinho contribui para a elevação do nível do mar e o derretimento do gelo, afetando gravemente os ecossistemas marinhos.

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