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Uma série de procedimentos cirúrgicos realizados por Priscilla Bovo, uma dentista de Ribeirão Preto, está gerando revolta entre pacientes que alegam ter sofrido deformações faciais graves. Relatos de complicações médicas, incluindo paralisia facial e infecções severas, têm chamado a atenção da polícia e dos conselhos de profissões regulamentadas.
Um dos casos mais impactantes é o de Evandro, que viajou da Áustria após se decepcionar com a busca de um profissional qualificado. Após a cirurgia, ele descobriu complicações que levaram a um novo procedimento corretivo. “Estava com uma infecção gravíssima e gordura apodrecendo em cima da prótese que ela havia colocado”, revelou.
Denúncias Crescentes
As denúncias não se limitam a uma única pessoa. Outros pacientes também relataram experiências traumáticas, com evidências que indicam a má qualificação de Bovo. Documentos indicam que ela se apresentou como médica, mas, após investigações, seu número no CRM pertence a um ginecologista, gerando sérias dúvidas sobre sua legitimidade.
“Eu tinha um rosto simétrico antes dos procedimentos. Agora, é uma luta constante para recuperar minha saúde e autoestima,” desabafou uma das pacientes.
De acordo com um especialista, procedimentos estéticos requerem conhecimento profundo sobre a anatomia. O cirurgião plástico Marcelo Prado destacou que a remoção de substâncias permanentes deve ser realizada por profissionais qualificados, já que riscos de lesões nervosas e complicações são altos.
A Resposta de Priscilla Bovo
Diante das acusações, Priscilla Bovo se defendeu afirmando ter 30 anos de experiência e que muitos de seus pacientes chegam com deformidades pré-existentes. Contudo, seus comentários sobre o uso de materiais proibidos geraram ceticismo em relação a suas alegações.
“Esses casos trazem riscos elevados, discutidos com os pacientes, que assinam termos de consentimento,” afirmou Bovo, levantando questões sobre a ética na medicina estética.
Este caso abre um debate crucial sobre a necessidade de regulamentação e supervisão na área da estética, uma prática que, segundo o perito Fernando Esbérard, é altamente especializada e requer formação adequada.
“A atuação indesejada de profissionais sem a devida capacitação pode causar danos irreparáveis,” concluiu Esbérard, reforçando a urgência crítica de uma abordagem mais rigorosa nos procedimentos estéticos.