O preço do petróleo teve um aumento significativo de mais de 3,2% neste domingo, impulsionado pela escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, que se enfrentaram em novos ataques. As declarações conflitantes sobre o Estreito de Ormuz, uma importante via de navegação, aumentaram as incertezas no mercado.
O Brent, principal referência internacional, ultrapassou a marca de US$ 78 por barril, após um crescimento de 5,4% na semana passada. O West Texas Intermediate (WTI) também se destacou, sendo negociado próximo de US$ 74. Além disso, o gás natural na Europa apresentou um aumento de até 2,7%.
As autoridades iranianas afirmaram que o Estreito de Ormuz estaria fechado “até novo aviso”, uma versão negada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), que iniciou ataques para assegurar a liberdade de navegação na área. Essa incerteza reintroduz um prêmio de risco de guerra nos preços do petróleo, afetando a recuperação de estoques globais, já encolhidos, conforme indicou a Agência Internacional de Energia (AIE).
Neste domingo, o tráfego pelo estreito foi praticamente nulo; a passagem, que normalmente transporta cerca de um quinto da oferta global de petróleo e gás natural liquefeito, teve apenas dois navios-tanque se aproximando. Contudo, o Joint Maritime Information Center informou que uma rota alternativa ao sul, coordenada por Omã, permanece disponível para navegação.
A escalada de tensões também diminui as chances de uma solução diplomática. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a “era dos acordos unilaterais acabou”, demandando que os Estados Unidos cumpram compromissos anteriores para que as negociações possam recomeçar em relação ao Estreito de Ormuz e à normalização das exportações de petróleo iraniano.
Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que o cessar-fogo “acabou”, mas reiterou que o governo está aberto para continuar as negociações. A situação permanece tensa, com implicações significativas para os mercados globais.
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