Mauro Henrique Moreira Sousa entre os indiciados por mineração ilegal na Serra do Curral
28/06/2026 13:20
, atualizado 28/06/2026 14:10
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A Polícia Federal (PF) indiciou o presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), Mauro Henrique Moreira Sousa, e mais 16 pessoas por envolvimento em um esquema de mineração ilegal na Serra do Curral, Minas Gerais. Este desdobramento é parte da Operação Parcours.
A investigação descobriu que empresários, servidores públicos e especialistas teriam manipulado planos de recuperação ambiental para garantir a exploração mineradora na Mina Granja Corumi, uma área protegida.
A Polícia Federal revela que os envolvidos utilizavam planos que indicavam a preservação da mina enquanto, na verdade, estavam explorando o local para a extração de minério de ferro.

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Assim, enquanto os órgãos de fiscalização acreditavam que a mina estava em recuperação ambiental, o grupo mantinha a exploração mineral. O valor esperado desse esquema gira em torno de R$ 2,3 bilhões.
As atividades ilegais causaram danos significativos ao meio ambiente na Serra do Curral, que já era alvo de críticas devido à degradação resultante da mineração. A área ganhou atenção de ambientalistas e da sociedade civil que lutam contra a exploração.
A ANM declarou que suas ações sempre respeitaram a legislação vigente e que atuou conforme as determinações da Justiça Federal em relação ao fechamento da mina.
Mais indiciados
A Polícia Federal também indiciou outras 34 pessoas na Operação Rejeito, que investiga fraudes similares em Minas Gerais, como reportado pelo Estadão. A operação, realizada em setembro de 2025, resultou em 22 prisões e 79 mandados de busca e apreensão.
Entre os detidos estava Caio Trivellato, diretor da ANM, acusado de corrupção de servidores públicos para conseguir licenças ambientais fraudulentas.
Alan Cavalcante do Nascimento, identificado como o líder do esquema, possui várias empresas, incluindo uma jazida na Serra do Curral.
Sobre a Operação Parcours
A Operação Parcours foi iniciada pela Polícia Federal em março de 2023, em colaboração com a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal. Na ocasião, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e bloqueados bens num total de R$ 832 milhões. Dois servidores da ANM foram afastados.
As investigações revelaram um sistema de conluio entre agentes públicos e consultores, que ocultavam informações geológicas e fraudar relatórios ambientais relacionados à mineração ilegal.

