29 agosto, 2025
sexta-feira, 29 agosto, 2025

Piora índice de poluição na água de rio atingido por lixão que desabou

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Imagem do córrego Santa Bárbara

Na tarde de segunda-feira, 23 de junho, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Goiás realizou uma análise preocupante da água no córrego Santa Bárbara, afluente do Rio do Sal. Este curso d’água, vital para muitas famílias da região, agora está ameaçado pela contaminação proveniente de um lixão que desabou em Padre Bernardo, próximo ao Distrito Federal. O pH da água caiu drasticamente, passando de 5,8 para 5,3 em apenas um dia, um sinal alarmante de aumento da acidez, que pode afetar diretamente a vida aquática e as atividades locais.

Antes do incidente, o córrego servia como fonte de água para a agricultura, piscicultura e o lazer de muitas comunidades. Contudo, diante da nova situação crítica, o governo de Goiás proibiu o uso dessa água por tempo indeterminado, criando uma nova realidade de incerteza e preocupação para os moradores.

Durante a vistoria, os técnicos da Semad encontraram espuma na água, indicativa de resíduos de produtos de higiene e detergentes, evidenciando a extensão da contaminação. Novas análises da qualidade da água estão programadas para quinta-feira, 26 de junho, com a esperança de obter mais informações sobre a gravidade da situação.

A bacia do Descoberto, por sua vez, apresentou resultados confortantes. A equipe da Semad não encontrou quaisquer alterações nos parâmetros da água em três pontos de captação, indicando que, pelo menos em relação a essas fontes, a qualidade se mantêm dentro dos padrões estabelecidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

O aterro Ouro Verde, administrado em uma área de mais de 10 hectares, está sob a vigilância do Ministério Público de Goiás (MPGO) e do Ministério Público Federal (MPF). Desde 2016, esses órgãos monitoram as atividades prementes do local, que operava sem a devida licença ambiental, colocando em risco a conservação de uma área considerada de vital importância ecológica.


As Restrições e o Futuro do Aterro

  • Em março deste ano, a Justiça atendeu a um pedido do MPGO e determinou a suspensão da destinação de resíduos para aterros sem licença válida, incluindo o Aterro Ouro Verde.
  • Considerado privado e sem licenciamento adequado, o aterro é alvo de ação conjunta do MPGO e MPF.
  • O não cumprimento da ordem judicial poderá resultar em uma multa diária de R$ 5 mil.

O Plano Emergencial

A Semad ainda está avaliando uma nova proposta do Plano Emergencial da Ouro Verde. O plano entregue no dia 21 de junho foi rejeitado, pois não apresentou soluções eficazes para os desafios enfrentados, como a necessidade de desvio do manancial e a falta de assinatura de um responsável técnico. Um novo comunicado será emitido assim que a pasta chegue a uma conclusão sobre a viabilidade do plano.

E você, qual a sua opinião sobre a situação do córrego Santa Bárbara e o impacto do aterro? Compartilhe suas ideias e reflexões nos comentários! Sua voz é importante para a discussão sobre a preservação do nosso meio ambiente.

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