Criança opta por desenhar orixá durante ataque a escola, revela professora

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Um episódio na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Antônio Bento, em São Paulo, gerou polêmica e ação policial. Uma aluna de 4 anos desenhou a orixá Iansã, associando-a a uma princesa, o que levou seu pai, um policial, a chamar a polícia, alegando que sua filha estava sendo exposta a conteúdo religioso. A professora responsável afirmou que a atividade de desenho foi opcional e surgiu após a leitura do livro “Ciranda em Aruanda”.

O desenho em questão não fazia parte de uma atividade obrigatória. A professora explicou que a criança escolheu desenhar Iansã atraída pela imagem da deusa no livro, que a fez lembrar de uma princesa. A aluna tinha a opção de realizar outras atividades, mas decidiu seguir por esse caminho. O pai, ao ver o desenho exposto em um mural da escola, chamou a polícia alegando a imposição de conteúdos religiosos.

A ação policial se intensificou com a presença de agentes armados na escola, o que gerou temor entre as crianças, que passaram a questionar se os policiais eram do “bem ou do mal”. O caso foi abordado pelo Metrópoles, e após a investigação, o pai foi indiciado por intolerância religiosa, enquanto a escola e a professora foram consideradas isentas de qualquer prática penal.

O depoimento da professora à polícia indicou que as atividades seguiam diretrizes que promovem o ensino da história e cultura afro-brasileira, em conformidade com as legislações vigentes. Ela destacou que o conteúdo foi previamente apresentado aos pais, e a mãe da aluna não levantou objeções na reunião realizada.

Em suas declarações, a professora também deixou claro que vem de uma família católica e nunca teve envolvimento com terreiros de Umbanda. Ela relatou que, após o incidente, muitos alunos passaram a demonstrar medo em relação às autoridades policiais, afetando seu ambiente escolar.


Relembrando o Caso

  • O caso foi revelado pelo Metrópoles e teve grande repercussão.
  • Em 12 de novembro de 2025, o pai da estudante acionou a Polícia Militar após discordar de uma atividade escolar.
  • Ele alegou que sua filha estava sendo obrigada a aprender sobre “uma religião africana”.
  • Policiais armados entraram na escola, causando medo nas crianças.
  • A atividade estava ligada à leitura do livro “Ciranda em Aruanda”, que ilustra 10 orixás.
  • A professora leu a história, e os alunos puderam fazer desenhos sobre o que entenderam, sendo a filha do policial a que desenhou Iansã.

Essa situação sinaliza uma discussão mais ampla sobre conteúdos pedagógicos e liberdade religiosa nas escolas. O que você pensa sobre essa questão? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

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