Caciques bolsonaristas que apoiam a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) dizem haver uma “preferência” no grupo por enfrentar o governador Ratinho Júnior, e não Eduardo Leite, como candidato do PSD à Presidência da República.
A preferência existe apesar de bolsonaristas preverem que Ratinho poderia chegar a milhões de votos no primeiro turno, marca que, como mostrou a coluna, superaria a da “terceira via” de 2022, a hoje ministra Simone Tebet (MDB).
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Eduardo Leite, no Planalto
Isabella Cavalcante
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Acidente: Ratinho Jr deixa agenda no ES e vai a SP: “Paraná de luto”
Reprodução/X
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Flávio: Bolsonaro teve crise de soluço e barulho de ar é “tortura”
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
A explicação de lideranças bolsonaristas para o “receio” de uma candidatura do governador do Rio Grande do Sul seria uma possível transferência de votos no segundo turno, quando a aposta é de que Flávio enfrentará o presidente Lula (PT).
Caso o candidato de Gilberto Kassab seja Eduardo Leite, bolsonaristas apostam que o gaúcho teria preferência por apoiar Lula ou declarar neutralidade, o que poderia ajudar a transferir seus votos para o atual ocupante do Palácio do Planalto.
Já com Ratinho Jr. candidato, a aposta é de que o governador do Paraná subiria no palanque de Flávio no segundo turno. O paranaense é visto como alguém de direita, enquanto o gaúcho seria, na visão bolsonarista, um político de centro-esquerda.
Dessa forma, com o indicado do PSD servindo de “fiel da balança” no segundo turno da disputa presidencial, a preferência dos bolsonaristas é pelo candidato que teria mais chances de apoiar e transferir votos para o filho “01” de Jair Bolsonaro.


